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	<title>Cuidando de Nós &#8211; Geledés no Enfrentamento ao CoronaVírus</title>
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	<title>Cuidando de Nós &#8211; Geledés no Enfrentamento ao CoronaVírus</title>
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		<title>Comunicação contra o corona</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2020 14:54:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cuidando de Nós]]></category>
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					<description><![CDATA[Lançamos hoje a plataforma Comunicação Contra o Corona, que reúne uma série de campanhas e materiais de comunicação, desenvolvidos por organizações de todo o Brasil, para que você possa se inspirar, compartilhar e ampliar o alcance dessas mensagens para o maior número de pessoas possível. O site é uma iniciativa da área de Comunicação para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div dir="ltr">
<div>Lançamos hoje a plataforma <b><a href="http://www.comunicacaocontraocorona.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Comunicação Contra o Corona</a></b>, que reúne uma série de campanhas e materiais de comunicação, desenvolvidos por organizações de todo o Brasil, para que você possa se inspirar, compartilhar e ampliar o alcance dessas mensagens para o maior número de pessoas possível.</div>
<p>O site é uma iniciativa da área de<a href="http://www.cidadeescolaaprendiz.org.br/c4d" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Comunicação para o Desenvolvimento da Cidade Escola Aprendiz,</a> com o apoio da <a href="https://narrativas.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Rede Narrativas</a>, do <a href="https://www.pactopelademocracia.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Pacto Pela Democracia</a>, da Rede de Advocacy Colaborativo (RAC),  da <a href="http://conhecimentosocial.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Rede de Conhecimento Social</a> e da <a href="https://abong.org.br/cardume/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Rede Cardume</a>.</p>
</div>
<div dir="ltr">
<div></div>
<div>Conheça e compartilhe! &gt;&gt; <a href="http://www.comunicacaocontraocorona.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.comunicacaocontraocorona.org.br</a></div>
</div>
<p><img loading="lazy" class="size-full wp-image-919 aligncenter" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/05/campanha.jpg" alt="" width="600" height="754" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/05/campanha.jpg 600w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/05/campanha-239x300.jpg 239w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
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		<title>Abramet lança cartilha com foco na saúde de motociclistas profissionai</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 14:13:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cuidando de Nós]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando de nós]]></category>
		<category><![CDATA[Motoboy]]></category>
		<category><![CDATA[Motociclistas]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) divulgou nesta semana uma cartilha destinada a orientar motoboys, motofretistas e ciclistas que prestam serviços de entrega a respeito das medidas de prevenção mais eficazes para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. A publicação &#8211; desenvolvida em parceria com o Sindicato dos Mensageiros Motociclistas do Estado de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="12">A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (<strong data-reader-unique-id="13">Abramet</strong>) divulgou nesta semana <a href="https://www.abramet.com.br/noticias/covid-19-abramet-lanca-cartilha-com-foco-na-saude-de-motociclistas-profissionais/" data-reader-unique-id="14">uma cartilha destinada a orientar</a> motoboys, motofretistas e ciclistas que prestam serviços de entrega a respeito das medidas de prevenção mais eficazes para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. A publicação &#8211; desenvolvida em parceria com o Sindicato dos Mensageiros Motociclistas do Estado de São Paulo (SindimotoSP) e a Federação Brasileira dos Motociclistas Profissionais (<strong data-reader-unique-id="15">Febramoto</strong>) &#8211; apresenta uma série de dicas práticas, especialmente elaboradas para essa categoria de profissionais, que durante a atual pandemia de <strong data-reader-unique-id="16">COVID-19</strong> precisa continuar com sua rotina de trabalho nas ruas.</p>
<p data-reader-unique-id="24">&#8220;Os motoboys são fundamentais para a estratégia coletiva de isolamento social. Sem o auxílio desses trabalhadores, que arriscam a própria saúde na tarefa de levar e trazer inúmeros pedidos e encomendas, seria ainda mais difícil para a população aderir às orientações das autoridades sanitárias de evitar aglomerações&#8221;, afirmou o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior.</p>
<p data-reader-unique-id="25">No entanto, conforme pondera o especialista, para que a progressão da pandemia ocorra de forma adequada é necessário que as medidas de prevenção sejam devidamente aplicadas em todas as camadas da sociedade. Possíveis negligências, sobretudo com aqueles que estão na linha de frente, fornecendo os serviços de suporte essenciais à população, podem comprometer todo o esforço contra a disseminação da COVID-19.</p>
<p data-reader-unique-id="26">&#8220;Se os entregadores não estiverem protegidos com os equipamentos adequados e adotando as práticas de higienização, eles têm grande chance de se contaminar, uma vez que lidam diariamente com muitas pessoas. Por isso, é primordial que esses profissionais recebam recursos para garantir a sua proteção e orientação de como proceder corretamente para manter a sua saúde e de todos ao redor&#8221;, completou o diretor da Abramet, José Montal.</p>
<p data-reader-unique-id="27"><strong data-reader-unique-id="28">ORIENTAÇÕES PRÁTICAS</strong></p>
<p data-reader-unique-id="29">A cartilha traz dicas gerais de prevenção da COVID-19 e outras indicações, com ênfase no exercício profissional dos motoboys e ciclistas. A necessidade de limpeza frequente do capacete, guidão, manetes e demais partes da moto que tenham contato com as mãos é um dos itens mais destacados pela publicação. Segundo o guia, a higienização pode ser feita com água e sabão, álcool 70% (líquido ou gel) ou água sanitária. Outras recomendações pontuadas são: manter distância mínima dos outros usuários da via na fila formada quando o trânsito parar; e também não dar caronas.</p>
<p data-reader-unique-id="30">O documento também ressalta que, durante as entregas, os motoboys devem dar preferências para a utilização de compartimentos de transporte com material liso e lavável, de fácil limpeza. Os utensílios para fixar e proteger as mercadorias devem ser higienizados e isolados de fontes de contaminação, assim como os alimentos, que devem ser entregues com embalagens, dentro de sacolas.</p>
<p data-reader-unique-id="31">Ao chegar em casa, é recomendado que as mochilas e bolsas de uso diário do entregador devem ficar em uma caixa, fora da residência. As roupas e calçados também devem ser retirados ainda na área externa e levados para lavagem. &#8220;Se não puder lavar as mãos antes de entrar, só toque em pessoas e objetos dentro de casa após a correta higienização. Banhos frequentes ajudam na prevenção&#8221;, descreve o documento.</p>
<p data-reader-unique-id="32">O texto relembra ainda os principais sintomas conhecidos da COVID-19, como febre, tosse forte, falta de ar, perda do olfato e paladar. Entre as medidas indicadas em caso de suspeita de infecção estão a comunicação imediata do fato à empresa e/ou à família; não se automedicar; evitar contato próximo com colegas ou outras pessoas; buscar auxílio médico ou ligar no teleatedimento do Ministério da Saúde (136) ou serviço similar local.</p>
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		<title>“Por entre Esquinas”: Fragmento Urbano divulga 1° espetáculo de dança sobre masculinidades negras.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 21:47:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cuidando de Nós]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Dança]]></category>
		<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[“Por entre Esquinas” é o novo espetáculo de dança do grupo Fragmento Urbano. Composto por seis homens negros com  faixas etárias que variam de 30 a 63 anos, a obra propõe discutir o universo do homem negro, a partir de suas subjetividades e contradições. Entre os temas que permeiam a coreografia está os ritos de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">“Por entre Esquinas” é o novo espetáculo de dança do grupo Fragmento Urbano. Composto por seis homens negros com  faixas etárias que variam de 30 a 63 anos, a obra propõe discutir o universo do homem negro, a partir de suas subjetividades e contradições.</p>
<p dir="ltr">Entre os temas que permeiam a coreografia está os ritos de passagem que, em várias civilizações africanas e ameríndias, passam por um processo de ritual no qual aprendem a caçar, construir e guerrilhar. Demonstrada na “Esquina” onde tudo se vê, muito se aprende, muito se ganha e muito se perde &#8211; um dos locais mais acessados na periferia, é também, o lugar onde a masculinidade negra é testada a todo momento.</p>
<p dir="ltr">Dirigido por Douglas Iesus, a obra será exibida em formato digital, nos dias 18,19,25 e 26 de abril, o espetáculo poderá ser assistido no youtube do coletivo.</p>
<p dir="ltr">Além disto, o projeto traz como iniciativa uma série de debates sobre masculinidade negras, a ideia é ampliar o olhar sobre as diversas possibilidades de ser um homem cis ou trans negro dentro da sociedade.</p>
<p dir="ltr">As conversas acontecerão através de lives ao vivo, do dia 27 de abril à 03 de maio, às 20h, no instagram do @fragmento_urbano.</p>
<h2 dir="ltr">Programação:</h2>
<p dir="ltr"><strong>Espetáculo de dança “Esquina”:</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Datas: 18,19,25 26. </strong></p>
<p dir="ltr">Horário: 19h</p>
<p dir="ltr">Duração: O vídeo ficará disponível durante 24 horas</p>
<p dir="ltr">Youtube: <a href="https://bit.ly/2zaF2K8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://bit.ly/2zaF2K8</a></p>
<p dir="ltr"><strong>Bate-papo “Masculinidades Negras Possíveis”</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>27.04 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">Ser um jovem negro periférico: tensionamentos sociais</p>
<p dir="ltr">Douglas Iesus (diretor do grupo) convida Fernando Tchon</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>28.04 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">Ser um homem negro com deficiência: saúde e masculinidades</p>
<p dir="ltr">Thiago Sonho (diretor musical) convida Rafael Barbosa</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>29.04 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">Ser um homem negro periférico? Gênero, preconceito, sensibilidades</p>
<p dir="ltr">Cic Morais (diretor técnico) convida Tiely</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>30.04 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">Ser um homem negro intelectual: caminhos de estudos e saberes</p>
<p dir="ltr">Eduardo Dialético (dançarino) convida Salloma Jovino Salomão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>01.05 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">Saúde mental do homem negro e periférico: caminhos de cura</p>
<p dir="ltr">Melvin Santhana (diretor musical) convida Everton Mendes</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>02.05 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">O homem negro a escrever sua versão: universo das palavras escritas</p>
<p dir="ltr">Ivamar Santos (dançarino) convida Tago Dahoma</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>03.05 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">E o que as mulheres negras e periféricas tem a ver com isso?</p>
<p dir="ltr">Anelise Mayumi (co-diretora do trabalho) convida Deise de Brito</p>
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		<title>Na Cova da Moura, de cada vez que se vai distribuir comida, volta-se com mais famílias na lista</title>
		<link>https://coronavirus.geledes.org.br/na-cova-da-moura-de-cada-vez-que-se-vai-distribuir-comida-volta-se-com-mais-familias-na-lista/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 21:25:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cuidando de Nós]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando de nós]]></category>
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					<description><![CDATA[rene Semedo, 37 anos, abre a porta de sua casa na Cova da Moura, na Amadora. Acabou de perder um dos quatro trabalhos que tinha a limpar escadas em condomínios. Sem contrato, sem recibos, dispensaram-na durante a pandemia. Recebe 360 euros mensais, ao todo. Nascida em Portugal mas sem nacionalidade portuguesa, tem o passaporte de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="1">rene Semedo, 37 anos, abre a porta de sua casa na Cova da Moura, na Amadora. Acabou de perder um dos quatro trabalhos que tinha a limpar escadas em condomínios. Sem contrato, sem recibos, dispensaram-na durante a pandemia. Recebe 360 euros mensais, ao todo. Nascida em Portugal mas sem nacionalidade portuguesa, tem o passaporte de Cabo Verde como documento de identificação. Foi ela quem arranjou as luvas para trabalhar, ninguém se preocupou se usa ou não máscara, diz ao PÚBLICO.</p>
<p data-reader-unique-id="35">Mãe de seis filhos — o mais velho com 21 e a mais nova com três anos —, vive com o irmão que recebe uma pensão de invalidez. O pai das crianças não dá apoio. Irene Semedo andava a comprar fiado na mercearia. Há três semanas começou a receber refeições <a href="https://www.publico.pt/2020/03/09/sociedade/noticia/homenagem-moinho-juventude-forca-mulheres-fez-avancar-bairro-1907015" data-reader-unique-id="36">da Associação Moinho da Juventude</a>, instituição de solidariedade social que dá apoio ao bairro e que pertence <a href="https://www.publico.pt/2020/04/04/local/noticia/duas-semanas-rede-emergencia-alimentar-recebeu-3100-pedidos-ajuda-1910842" data-reader-unique-id="37">à rede de emergência alimentar</a> da Segurança Social, gerindo uma cantina social, que fornece refeições gratuitas. “Faz uma grande diferença”, diz Irene Semedo a suspirar. “Todos os dias agradeço a esta equipa.”</p>
<p data-reader-unique-id="42">No saco azul de plástico que lhe entrega Jakilson Pereira, da direcção do Moinho, estão oito refeições, duas para adultos e seis para crianças: o prato principal (peixe no forno com arroz de ervilhas), sopa e sobremesa. “Se não fosse isto eu estava tramada. Não me pagam. Já ando a reclamar há uma semana e graças a Deus ligaram-me hoje para eu ir buscar o meu dinheiro”, desabafa. “Já tive dias em que não tinha nada para comer.”</p>
<figure data-media-action="modal" aria-label="media" data-reader-unique-id="43">
<div data-reader-unique-id="44">
<figure id="attachment_853" aria-describedby="caption-attachment-853" style="width: 1436px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-853 size-full" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460681.jpg" alt="" width="1436" height="957" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460681.jpg 1436w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460681-300x200.jpg 300w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460681-1024x682.jpg 1024w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460681-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1436px) 100vw, 1436px" /><figcaption id="caption-attachment-853" class="wp-caption-text">Nelson Gomes é gestor de projectos no Moinho da Juventude</figcaption></figure>
</div>
</figure>
<p data-reader-unique-id="49">Desde que começou a pandemia que o número de refeições servidas pelo Moinho de Juventude não pára de crescer. Nelson Gomes, gestor de projectos, conta: de cada vez que vão à rua voltam <a href="https://www.publico.pt/2020/03/23/sociedade/noticia/estao-chegar-centenas-pedidos-nova-rede-emergencia-alimentar-1909018" data-reader-unique-id="50">com novas famílias na lista</a>. <span data-reader-unique-id="51">Calcula que estejam a servir 340 refeições, cinco vezes mais do que o normal. </span>Antes do estado de emergência serviam um total de 64 refeições, 54 financiadas pela Segurança Social e dez a cargo da associação. Neste momento, carregam 120 sacos, mas há vários que têm três, quatro ou oito doses.</p>
<p data-reader-unique-id="52">Numa das salas junto ao refeitório estendem-se os sacos com os nomes dos destinatários. Outra despesa extra que agora têm: os recipientes. Dantes, as pessoas traziam as suas próprias caixas, agora, por questões de higiene, têm de usar descartáveis.</p>
<figure data-media-action="modal" aria-label="media" data-reader-unique-id="53">
<div data-reader-unique-id="54">
<figure id="attachment_852" aria-describedby="caption-attachment-852" style="width: 1436px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-852" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460674.jpg" alt="" width="1436" height="957" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460674.jpg 1436w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460674-300x200.jpg 300w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460674-1024x682.jpg 1024w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460674-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1436px) 100vw, 1436px" /><figcaption id="caption-attachment-852" class="wp-caption-text">Jakilson Pereira é tesoureiro da direcção do Moinho da Juventude e agora anda a distribuir alimentos pelo bairro</figcaption></figure>
</div>
</figure>
<p data-reader-unique-id="74">Chegam as cozinheiras, Eunice Delgado e Joana Sisse. Lavar mais vezes as mãos, desinfectar, usar máscara, são alguns dos cuidados extra. “Não podemos ter nada cru”, afirma Eunice Delgado. Também mudou o circuito do quotidiano: “É casa-trabalho-casa”, refere esta moradora de Rio de Mouro que agora vai para casa de carro com os colegas para o risco de contágio ser menor.</p>
<figure data-media-action="modal" aria-label="media" data-reader-unique-id="75">
<div data-reader-unique-id="76">
<figure id="attachment_851" aria-describedby="caption-attachment-851" style="width: 1436px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-851" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460671.jpg" alt="" width="1436" height="957" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460671.jpg 1436w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460671-300x200.jpg 300w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460671-1024x682.jpg 1024w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460671-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1436px) 100vw, 1436px" /><figcaption id="caption-attachment-851" class="wp-caption-text">À direita, a cozinheira Eunice Delgado e à esquerda Joana Sisse</figcaption></figure>
</div>
</figure>
<h2 data-reader-unique-id="84"><strong data-reader-unique-id="85">Últimos a ser contratados, primeiros a ser despedidos</strong></h2>
<p data-reader-unique-id="86">Neste momento são membros da direcção como Jakilson Pereira e Flávio Almada, e trabalhadores com outras funções como Nelson Gomes e Reginaldo Silva, que, protegidos com máscaras, luvas e batas hospitalares andam pelo bairro a distribuir as refeições. Uns pegam nos sacos, batem à porta, entregam a comida, perguntam se está tudo bem, verificam com os mais idosos se tomaram os medicamentos ou se vão às consultas. Outros andam de carrinha a apoiar famílias de outras freguesias.</p>
<p data-reader-unique-id="87">“Estamos a tentar chegar ao máximo de pessoas, há aumento de pedidos fora. A capacidade de resposta é limitada porque os acordos e valências que tínhamos estão parados, há menos contribuições dos pais. Estamos a tentar não deixar ninguém para trás mas não conseguimos abarcar toda a gente”, completa Jakilson Pereira. <span data-reader-unique-id="88">Para as 54 refeições, durante os 30 dias, têm um apoio da Segurança Social estimado em cerca de 4 mil euros; agora, a despesa com as refeições, que quintuplicaram, é muito maior. Porém, só quando o mês fechar é que terão os custos certos, diz Nelson Gomes. “Devemos estar a gastar quatro vezes mais com as refeições. E há ainda os gastos que ainda não conseguimos contabilizar, como a electricidade, o gás”, comenta, enquanto caminha pelas ruas do bairro.</span></p>
<figure data-media-action="modal" aria-label="media" data-reader-unique-id="89">
<div data-reader-unique-id="90"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-850" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460680.jpg" alt="" width="1436" height="957" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460680.jpg 1436w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460680-300x200.jpg 300w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460680-1024x682.jpg 1024w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460680-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1436px) 100vw, 1436px" /></div><figcaption data-reader-unique-id="94"></figcaption></figure>
<p data-reader-unique-id="95">No bairro, os cafés estão fechados, deixou de haver vendedores de peixe, legumes e frutas como habitualmente. Há mercearias abertas: numa delas o dono colocou duas botijas de gás à porta para impedir a entrada. Grupos de jovens convivem nas esquinas. As ruas continuam com lixo e entulho acumulado. “Não vêm fazer a higienização ao bairro como noutros sítios na Amadora”, queixa-se Jakilson Pereira. Contactada pelo PÚBLICO, a autarquia não respondeu.</p>
<figure data-media-action="modal" aria-label="media" data-reader-unique-id="96">
<div data-reader-unique-id="97"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-849" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460679.jpg" alt="" width="1436" height="957" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460679.jpg 1436w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460679-300x200.jpg 300w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460679-1024x682.jpg 1024w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460679-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1436px) 100vw, 1436px" /></div><figcaption data-reader-unique-id="101"></figcaption></figure>
<p data-reader-unique-id="102">A pandemia veio expor aquilo que já era evidente no bairro, diz Flávio Almada, também da direcção. Maximizou as desigualdades que existem a nível de emprego e da habitação, continua. Na Cova da Moura, que se estima ter entre 5 e 8 mil habitantes, parte das pessoas não tem contrato de trabalho, e há muita gente que ainda não está regularizada. “São os últimos a ser contratados e os primeiros a serem despedidos. Há muita gente com vínculos precários e que foi mandada para casa.”</p>
<h2 data-reader-unique-id="103">Medicamentos para idosos, fotocópias para crianças</h2>
<p data-reader-unique-id="109">Há, porém, outros bairros na mesma situação, afirmam.</p>
<p data-reader-unique-id="110">Também o Banco Alimentar contra a Fome diz estar a receber cerca de mil pedidos diários neste momento, “uma verdadeira loucura”, disse Isabel Jonet à TSF na semana passada. Segundo a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, tem de facto havido aumento de pedidos desta natureza. Prometeu que o Governo vai reforçar a rede através das cantinas sociais e do Fundo Europeu de Auxílio aos Carenciados, passando os apoios de 60 para 90 mil pessoas.</p>
<p data-reader-unique-id="111">Mas o Moinho da Juventude não se limita a apoiar os cidadãos a nível alimentar. Há muitos idosos que lhes pedem medicamentos. “Aí a solidariedade entra, mas não vive do ar”, afirma Flávio Almada. Neste momento precisam de apoio financeiro, de bens alimentares, de desinfectantes&#8230;</p>
<figure data-media-action="modal" aria-label="media" data-reader-unique-id="112">
<div data-reader-unique-id="113"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-848" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460669.jpg" alt="" width="1436" height="957" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460669.jpg 1436w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460669-300x200.jpg 300w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460669-1024x682.jpg 1024w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460669-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1436px) 100vw, 1436px" /></div><figcaption data-reader-unique-id="117"></figcaption></figure>
<p data-reader-unique-id="118">Antes da pandemia, a associação tinha um fundo maneio que apoiava este tipo de situações, mas essa verba está a ser consumida pelos apoios à alimentação. São também eles que fazem as impressões das tarefas escolares para as crianças do bairro que não têm computadores, nem impressoras. E são também eles a passar a informação aos idosos. “Lá fora vemos cartazes a avisar as pessoas, informação [sobre o covid-19]. Aqui não há nada, é como se fosse um mundo à parte”, conclui Flávio Almada.</p>
<p data-reader-unique-id="127">A associação está a recolher donativos que podem ser feitos através de transferência bancária para a conta IBAN : PT50 0010 0000 4755 2090 0011 8, com descritivo cantina social, ou bens alimentares entregues directamente na sede.</p>
<p data-reader-unique-id="127"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-847" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460666.jpg" alt="" width="2048" height="1365" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460666.jpg 2048w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460666-300x200.jpg 300w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460666-1024x683.jpg 1024w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460666-768x512.jpg 768w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/1460666-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></p>
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		<title>Coronavírus e violência sexual infantil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2020 15:23:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cuidado das Meninas e das Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando das meninas e das crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[Um único assunto toma praticamente todos os espaços das mídias tradicionais e digitais: o coronavírus. Isso não é só compreensível como necessário; afinal, estamos no meio de uma pandemia. Mas assuntos conexos —como a questão da vulnerabilidade social agravada (e o medo da violência a partir daí) e o aumento da violência doméstica (em razão do confinamento)— [&#8230;]]]></description>
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<p>Um único assunto toma praticamente todos os espaços das mídias tradicionais e digitais: o <a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/coronavirus/">coronavírus</a>. Isso não é só compreensível como necessário; afinal, estamos no meio de uma pandemia. Mas assuntos conexos —como a questão da vulnerabilidade social agravada (e o medo da violência a partir daí) e o <a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/04/assassinatos-de-mulheres-em-casa-dobram-em-sp-durante-quarentena-por-coronavirus.shtml">aumento da violência doméstica (em razão do confinamento)</a>— começam a despontar.</p>



<p>Quero propor aqui um outro, urgente! O risco de aumento da violência sexual contra crianças e adolescentes. Explico.</p>



<p>Em 2018,&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/09/a-decisao-do-stf-de-considerar-ilegal-a-educacao-domiciliar-foi-correta-sim.shtml">escrevi neste mesmo espaço</a>&nbsp;sobre o perigo de se admitir o ensino domiciliar no Brasil. Citava um estudo da Universidade de Wisconsin que constatou que 76% das crianças vítimas de violência intrafamiliar grave nos EUA não frequentavam a escola. Tratava-se, à época, de risco iminente e excepcional, mas agora estamos todos em um isolamento absolutamente necessário e não há escolas nem outros espaços de convívio onde crianças possam pedir socorro.</p>



<p>Meninas estão isoladas em casa, em muitos casos com seus violadores. Estou exagerando? Dados do boletim epidemiológico nº 27 do Ministério da Saúde apontam que entre 2011 e 2017 foram registrados 141.105 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, o que configura 76,5% de todos os casos registrados. Importante chamar a atenção para o fato de que a maior parte das notificações é da região Sudeste, o que obviamente explicita o enorme índice de subnotificação. Dentre as vítimas, 74,2% são meninas, e 71,2% dos casos ocorrem nas residências.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" src="//i0.wp.com/coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Screen-Shot-2020-04-17-at-12.26.17-1024x871.png" alt="" class="wp-image-793" width="731" height="622" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Screen-Shot-2020-04-17-at-12.26.17-1024x871.png 1024w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Screen-Shot-2020-04-17-at-12.26.17-300x255.png 300w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Screen-Shot-2020-04-17-at-12.26.17-768x653.png 768w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Screen-Shot-2020-04-17-at-12.26.17-750x638.png 750w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Screen-Shot-2020-04-17-at-12.26.17-1140x970.png 1140w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Screen-Shot-2020-04-17-at-12.26.17.png 1284w" sizes="(max-width: 731px) 100vw, 731px" /></figure></div>



<p>Bom, mas alguém pode pensar: “Mas as mães estão em casa, nada pode acontecer com suas filhas”. Errado.&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/09/42-das-criancas-e-adolescentes-que-sofrem-abuso-sexual-sao-vitimas-recorrentes.shtml">Mães em casa não são garantia de que a violência sexual não ocorra</a>. Quem lida com essa questão sabe muito bem que muitas mulheres chegam a culpar as filhas pelo que lhes aconteceu ou então se omitem por medo dos companheiros. Medo este que não é descabido, em especial neste momento. Basta ver os dados sobre violência contra a mulher em tempos de confinamento.</p>



<p>Números recentes do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos indicam um aumento de 9% de denúncia pelo canal do telefone 180, e a Justiça do Rio de Janeiro uma alta de 50% nos registros de casos de violência doméstica. Esse quadro é mundial, tanto que o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo para que os Estados incluam programas especiais de proteção para as mulheres em suas respostas contra a Covid-19.</p>



<p>Até o momento falamos da violência intrafamiliar, mas falemos de violência sexual infantil pela internet. O recurso aos sites pornográficos como&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/04/trabalho-sexual-tambem-vai-para-o-home-office.shtml">forma de entretenimento em tempos de confinamento</a>&nbsp;está caracterizado pelo aumento do número de usuários. Só para exemplificar, a produtora de vídeos Brasileirinhas duplicou o número de assinaturas por dia, enquanto o site Sexy Hot aumentou em 25% o número de usuários. Estamos falando de diversão adulta, feita por adultos e para adultos? Em tese sim, mas a experiência tem demonstrado que é mais complicado que isso.</p>



<p>Primeiro porque crianças e adolescentes (que já viviam na internet e agora estão legitimados pela situação) têm livre acesso aos conteúdos gratuitos desses sites, o que já é ruim por si só. Mas é pior que isso, pois pela rede mundial de computadores estão extremamente vulneráveis às situações de exploração sexual.</p>



<p>Relatório da Europol, inteligência policial da União Europeia, publicado no dia 3 de abril, demonstra que as organizações criminosas estão se adaptando aos novos tempos. Houve diminuição nas atividades de tráfico e contrabando e aceleração em outras —dentre as quais, a produção e distribuição de pornografia infantil. Na Espanha, por exemplo, entre 17 e 24 de março, houve um aumento de 25% no download de material pornográfico infantil, tendência que, segundo o relatório, se verifica em outros países europeus.</p>



<p>Enfim, a situação de confinamento gerada pelo coronavírus&nbsp;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/djamila-ribeiro/2020/03/com-isolamento-a-questao-da-violencia-contra-a-mulher-fica-ainda-mais-grave.shtml">tem agravado algumas formas de violência</a>&nbsp;e, sem sombra de dúvida, o abuso e a exploração sexual infantil. Não dá para esperarmos passar a pandemia para falar desse assunto.</p>
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		<title>Para comemorar Dia Nacional do Livro Infantil, vencedora de prêmio internacional fará leitura de sua obra, ainda inédito no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2020 15:16:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o livro infantil “Senti saudade das cores”, a escritora Leila Vilhena venceu o concurso Helvetia Jr., de uma editora localizada na Suíça para a publicação da obra em Genebra e no Brasil. A obra fala sobre transformações do mundo, que deixa de existir como a protagonista o conhece, fazendo-a perceber a necessidade de se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com o livro infantil <strong><em>“Senti saudade das cores”</em></strong>, a escritora <strong>Leila Vilhena</strong> venceu o concurso Helvetia Jr., de uma editora localizada na Suíça para a publicação da obra em Genebra e no Brasil. A obra fala sobre transformações do mundo, que deixa de existir como a protagonista o conhece, fazendo-a perceber a necessidade de se recriar e se reinventar. E, para celebrar o Dia Nacional do Livro Infantil, ela fará uma leitura ao vivo neste sábado (18), no canal do Instagram do podcast infantil Rádio Quarenteninha (@radioquarenteninha)<br><br>Escrito antes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o livro dialoga com os tempos extremos vividos no presente. E pensando nesse caos instaurado em nossas vidas, afetando crianças que tiveram que se isolar em casa, sem escola e sem amigo, veio a vontade de fazer a leitura e transmití-la ao vivo.&nbsp;</p>



<p>Já a&nbsp; ideia de escrever o livro surgiu a partir da afilhada de Leila, que vive na Polônia e enviou uma foto em frente a uma caixa de correio, que ela mesma decorou com papel e bolinhas amarelas. “Aquela imagem ficou na minha cabeça e comecei a pensar que toda carta faz uma viagem para chegar até ali, passando por tantos lugares e mãos e assim me veio a vontade de escrever”, contou.&nbsp;</p>



<p>A escritora revela que trabalha com literatura infantil há mais de 15 anos e que adora livros para crianças, tal qual suas ilustrações. “Essa mistura encanta nossa imaginação, mas eu nunca tinha pensado em escrever, mas veio então o ‘Senti saudade das cores’, que é uma história poética, que se inspira nas possibilidades da literatura fantástica para se aproximar de forma lúdica dos pequenos leitores”, disse.&nbsp;</p>



<p>Nas páginas, ilustradas por Gabriela Sakata, os pequenos leitores podem acompanhar a viagem inusitada e cheia de surpresas de uma menina em busca das cores que sumiram da sua vida. O início dessa viagem é marcado pela chegada, justamente, de uma carta mágica.&nbsp;</p>



<p>A premiação é a publicação do livro infantil, que terá versões em francês e em português, com lançamentos nos dois países, tanto no Salão do Livro de Genebra como na Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, que está marcada para ocorrer em novembro deste ano. <br></p>



<p><strong>Serviço &#8211; </strong>Para acompanhar a leitura do livro, acesse a Rádio Quarenteninha: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/radioquarenteninha" target="_blank">https://www.instagram.com/radioquarenteninha</a></p>
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		<title>COVID19 &#038; Saúde da População Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 13:21:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cuidando de Nós]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando de nós]]></category>
		<category><![CDATA[Populaçao Negra]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Dos hospitalizados com síndrome respiratória aguda grave, 23,1% são pretos e pardos, podendo a chegar representar 32,8% das vítimas de Covid-19.&#160;Já com os brancos, a situação é oposta e o número de mortos é menor que o de hospitalizados.&#160;Representam 73,9% dos hospitalizados e 64,5% das vítimas.&#160;Mesmo sendo apresentados como minoritários em número de afetados, pretos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dos hospitalizados com síndrome respiratória aguda grave, 23,1% são pretos e pardos, podendo a chegar representar 32,8% das vítimas de Covid-19.&nbsp;Já com os brancos, a situação é oposta e o número de mortos é menor que o de hospitalizados.&nbsp;<br>Representam 73,9% dos hospitalizados e 64,5% das vítimas.&nbsp;Mesmo sendo apresentados como minoritários em número de afetados, pretos e pardos tem representado 1 a cada 4 brasileiros internados com Síndrome Respiratória Aguda Grave(SRAG) e chegam a 1 em cada 3 entre os mortos por COVID19.</p>



<p>Isto demostra que a população negra também é neste momento de pandemia a que tem menos acesso aos testes e serviços hospitalares.&nbsp;</p>



<p>A precarização, sucateamento, estagnação e desmantelamento do SUS no Brasil vem ocorrendo em larga escala, poderá trazer consequências devastadoras nas vidas de inocentes. Apesar dos esforços de vários&nbsp;profissionais&nbsp;na área da saúde, o que constatamos são trabalhadores relatando falta de insumos, perincipalmente&nbsp;os que exercem funções&nbsp;em laboratórios públicos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em todo Brasil existe filas enormes de pessoas aguardando testes.&nbsp;Em São Paulo, existem uma fila com mais de 17 mil testes aguardando processamento.&nbsp;A medida que o tempo vai passando, crescem o número de solicitações para testes, a situação vai se agravando.</p>



<p>O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) anunciou na primeira quinzena de Abril, por meio de nota, que está trabalhando em uma versão nacional dos kits de diagnóstico rápido de covid-19.&nbsp;&nbsp;O novo teste será produzido com insumos nacionais e terá um índice de detecção superior ao dos kits importados.&nbsp;<br>Estamos aguardando !</p>



<p>Hoje, os atendimentos são realizados apenas 30% em um setor do Pronto Socorro de Venda Nova, o Risoleta Neves.<br>Se a maternidade estivesse em funcionamento, estaria dando assistência adequada as grávidas, que podem ser severamente afetadas por algumas infecções respiratórias.&nbsp;</p>



<p>Neste momento, mais do nunca nunca é &nbsp;importante&nbsp;&nbsp;que as grávidas tomem precauções para se protegerem contra a COVID-19, e relatem&nbsp; possíveis sintomas como (incluindo febre, tosse ou dificuldades para respirar) para seus provedores de cuidados de saúde.&nbsp;<br><br>O Ministério da Saúde&nbsp;já&nbsp;afirmou que gestantes e mulheres que deram à luz recentemente são mais vulneráveis a infecções no geral, incluindo em Abril as gestantes e as puéperas, mães de recém-nascidos, na lista do grupo de risco para o&nbsp;novo coronavírus.</p>



<p>A mortalidade de recém-nascidos antes dos seis dias de vida, infecções sexualmente transmissíveis, mortes maternas, hanseníase e tuberculose, &nbsp;são alguns dos problemas de saúde evitáveis mais frequentes entre a população negra, tanto em comparação ao contingente branco quanto em relação às médias nacionais.&nbsp;</p>



<p>Continuando a pesquisa e leitura de matérias sobre assuntos que abordam dados de mortos pelo COVID 19, constatei que para alguns especialistas a chance de morte não significa ser maior devido a cor ou raça, mas os dados apresentados pelo Ministério da Saúde demonstram a fragilidade no tratamento recebido por negros no Brasil ou alguma outra comorbidade que as pessoas negras tenham.&nbsp;</p>



<p>Mas os números de letalidade entre negros e negras podem estar muito maior devido à falta de preenchimento correto de informações da cor/raça nos dados relativos à COVID19.</p>



<p>É importante para toda sociedade e principalmente para os gestores e profissionais de saúde neste momento de covid, considerar as especificidades de saúde da população negra, e que a ausência de dados desagregados por raça/cor dificulta esclarecimentos importantes, incluindo as falhas técnicas da saúde.&nbsp;</p>



<p>A população negra integra o grupo de brasileiros que têm, em geral, piores indicadores de saúde, expressos na maior incidência de doenças, revelados pelas&nbsp;estatísticas da Nações Unidas em 2018.</p>



<p>A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, publicou documento, em sua página com uma série de manifestações, dentre, a reafirmação que 67% dos brasileiros negros e negras dependem do SUS (Sistema Único de Saúde).&nbsp;<br></p>



<p>Neste, também inclui nas suas considerações:<em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;o princípio norteador da Equidade em saúde que rege o SUS e que reconhece a necessidade de cuidado diferenciado para pessoas com necessidades diferenciadas</em>.</p>



<p>Doenças como:&nbsp;&nbsp;diabetes, hipertensão, doenças reinais, falciformes, cardiovasculares, dentre outras tem maior incidência com complicações e óbitos na população negra. Altíssima gravidade.&nbsp;<a href="https://abhh.org.br/wp-content/uploads/2020/03/GLOBULOS-VERMELHOS.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) publicou&nbsp; documento</a>&nbsp;com recomendações para a redução de morbidades em pacientes que lidem com a doença falciforme.&nbsp;</p>



<p>O documento destaca “<em>uma preocupação significativa de que a sobreposição de doença pulmonar da Covid-19, no cenário pulmonar em doença falciforme marcados pela síndrome torácica aguda, possa resultar em complicações significativas e na ampliação da utilização da assistência médica</em>”.</p>



<p>A Associação Brasileira de Saúde Coletiva/Grupo Temático Racismo e Saúde-&nbsp;ABRASCO,&nbsp;destacou 12 pontos para reduzir impactos negativos da Covid-19, após &nbsp;escuta realizada a pesquisadores e lideranças sociais sobre as incidências determinadas pela renda, pela idade, pelo gênero e pela raça.&nbsp;<br><br>Este pesquisadores destacaram a importância em reconhecer as falhas existentes no sistema de operação do&nbsp;Sistema Único de Saúde-SUS com relação a população negra e a situação socioeconômica .</p>



<p><em>“O racismo estrutural dificulta a vida de negros e negras, e não seria diferente durante a pandemia&nbsp;afirmou Altair Lira, professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA(IHAC/UFBA)</em>”.&nbsp;Deivison Faustino, (professor e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo e integrante do&nbsp;<a href="http://www.ammapsique.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Amma Psique e Negritude</a>), apontou:&nbsp;</p>



<p>“&nbsp;<em>É preciso abrir um debate urgente sobre o quanto as desigualdades sociais agravam ou até impedem as possibilidades de prevenção de adoecimento e morte pela Covid-19. Graças a um histórico escravista de nossa sociedade, mas, sobretudo, por um&nbsp;racismo que se atualiza em descaso e violência de Estado contra a população negra, nós somos a maioria absoluta nas favelas, nos cortiços, nas palafitas, na população de rua nas cadeias, nos empregos precários”</em>.</p>



<p>Edna Araújo&nbsp;Epidemiologista, docente da UEFS/PPG em Saúde Coletiva/Conselho deliberativo ABRASCO),&nbsp;&nbsp;ressalta a&nbsp;negação de direitos vivenciada cotidianamente pela maioria dos negros e negras no país:&nbsp;</p>



<p><em>“No Brasil, o enfrentamento à pandemia da Covid-19 tem desvelado não somente a insuficiência do nosso sistema de saúde, aliás condição comum a muitos sistemas de saúde do mundo frente a uma pandemia, mas também a desigualdade social oriunda da alta concentração de renda e do racismo nas suas mais variadas formas, que fazem com que o nascer, viver, adoecer e morrer da população negra sejam mediados por condições de miserabilidade, de privação de direitos, de moradia e de emprego formal”.</em><br><em><br></em>Lucia Xavier, da<a href="https://criola.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;organização Criola</a>, destaca a importância de que as ações emergenciais possam dialogar com políticas de longo prazo:&nbsp;</p>



<p><em>“Os movimentos sociais negros e de mulheres negras, buscam conjugar ações emergenciais e políticas que ampliem as condições sanitárias da população negra e também ações políticas de largo prazo que garantam o futuro dessa população em um país tão desigual e violento.</em></p>



<p><em>O grupo é mais vulnerável às doenças porque está sob maior influência dos determinantes sociais de saúde, ou seja, as condições em que uma pessoa vive e trabalha, a insalubridade, as baixas condições sanitárias às quais está submetida, por exemplo. E a soma desses diversos indicadores de vulnerabilidade aumenta também o risco de perder a vida&#8221;.</em></p>



<p>Em umas das entrevista Lúcia Assistente Social e Coordenadora da ONG CRIOLA, reafirmou à Folha que os dados apresentados do Ministério da Saúde é&nbsp;&nbsp;um sinal vermelho sobre os efeitos da pandemia entre negros do pais e as&nbsp;&nbsp;condições socioeconômicas geram vulnerabilidade e pesam muito durante pandemia e que muitos da população negra pode nem conseguir acessar este serviço público do Brasil.</p>



<p>O Grupo de Trabalho da População negra( SBMFC), tem pressionado as autoridades para que os dados sobre as mortes e casos de Síndrome respiratória aguda grave (SRAG) sejam desagregados por bairros nos municípios .</p>



<p>A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), após Conferência Sanitária das Américas, em setembro do ano 2017, recomendou aos Estados-membros — inclusive o Brasil — que promovessem políticas públicas capazes de abordar&nbsp;<em>“a etnicidade como determinante social da saúde”</em>.&nbsp;&nbsp;<br>Para isto, entre outras medidas, também sugeridas pela OPAS, é fundamental: “<em>dispor de dados suficientes e de qualidade, e gerar evidência sobre desigualdades e iniquidades étnicas em saúde para a tomada de decisões políticas</em>”.</p>



<p>Em 2018, o Ministério da Saúde afirmou&nbsp; que 80% da população negra só tinha o SUS como plano de saúde.&nbsp;Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (2015), das pessoas que já se sentiram discriminadas nos serviços, por médicos ou outros profissionais de saúde, 13,6% destacam o viés racial da discriminação.&nbsp;</p>



<p>Para revelar os dados atuais neste período do COVID19, o Ministério da Saúde investigou 849 mortes das 1056 contabilizadas.&nbsp;De acordo com os dados, 64,5% das vítimas do novo vírus no país se declarou como branca, 32,8% como parda ou preta, 2,5% como amarela e 0,2% como indígena.</p>
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		<title>Psicóloga reforça necessidade do &#8216;autocuidado&#8217; durante a pandemia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2020 16:09:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cuidando de Nós]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando de nós]]></category>
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					<description><![CDATA[A pandemia do coronavírus trouxe mais do que estatísticas assustadoras, necessidade de isolamento e consequências sociais e econômicas para o mundo. Para a população de forma geral e profissionais de saúde, o momento também veio carregado de instabilidade na carreira, de ansiedade e sentimentos de exaustão, mas não só isso. Distúrbios psiquiátricos, como depressão e [&#8230;]]]></description>
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<p>A pandemia do coronavírus trouxe mais do que estatísticas assustadoras, necessidade de isolamento e consequências sociais e econômicas para o mundo. Para a população de forma geral e profissionais de saúde, o momento também veio carregado de instabilidade na carreira, de ansiedade e sentimentos de exaustão, mas não só isso.</p>



<p>Distúrbios psiquiátricos, como depressão e transtorno de estresse pós-traumático são apontados como risco ou realidade nesse contexto, como apontam o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz, em uma publicação específica sobre saúde mental nesse momento, e um artigo publicado em 23 de março no portal do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o CDC, que observa que, na China, onde começou a pandemia, tais efeitos foram verificados em pessoas consideradas de alto risco, principalmente sobreviventes da doença e profissionais de saúde que estão na linha de frente de atendimento.</p>



<p>“É importante que os profissionais de saúde façam uma auto reflexão de como estão nesse processo de atendimento das pessoas, de quando eles não podem parar, mesmo que não seja diante do coronavírus, mesmo que seja no atendimento de outras enfermidades”, comenta a psicóloga, mestre em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde e psicoterapeuta de crianças e adolescentes, Fernanda Rebouças.</p>



<p>Em um vídeo de uma série que o Instituto Santos Dumont (ISD) está publicando sobre os efeitos da pandemia e sobre o que é possível fazer para contorná-los ou reduzir riscos, ela ressalta a importância de os profissionais de saúde “conseguirem momentos de autocuidado” em meio ao turbilhão que estão enfrentando.</p>



<p>Fernanda é preceptora de psicologia clínica no Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, do ISD &#8211; Organização Social vinculada ao Ministério da Educação e referência na saúde-materno infantil e da pessoa com deficiência em Macaíba (RN). Ela tem atribuições de desenvolver habilidades clínicas e avaliar os profissionais-residentes em formação na área de psicologia.</p>



<h2><strong>‘Mudar o foco’</strong></h2>



<p>Em um contexto em que no noticiário e nas conversas “é só corona que aparece”, ela ressalta que mudar o foco é fundamental para a saúde mental &#8211; dos profissionais de saúde também. Esse seria o que chama de “momento de autocuidado”.</p>



<p>“É perguntar para o seu filho, para o seu esposo, para a sua esposa, coisas aleatórias, do dia a dia. É importante a gente focar no presente, no que a gente está vivendo, porque quando a gente pensa no futuro dá uma angústia. A gente não tem certezas então isso gera um um incômodo muito grande. Gera para a população em geral e também para o profissional de saúde”.</p>



<p>Focar em situações com resultados positivos e se auto-perceber, acrescenta, são outras chaves para atravessar o momento.</p>



<p>E “não ter todas as respostas exigidas também faz parte do processo”.</p>



<p>“Esse é um momento de adaptação. Possivelmente você (profissional de saúde) nunca passou por uma pandemia antes. E aí essas respostas vão chegar para você em algum momento. Não se sinta cobrado. Não coloque em você essa carapuça que estão querendo colocar de você ser o super-heroi. Você, assim como qualquer outro brasileiro, é humano”, ressalta ela no vídeo.</p>



<p>A psicóloga observa ainda que o sentimento de “eu não consigo dar conta” é normal nesse cenário. “Isso não quer dizer que você faz o seu trabalho mal feito”.</p>



<p>Ela aponta ainda a importância de os profissionais de saúde pedirem ajuda a outros profissionais “se perceberem que o auto-gerenciamento dessa ansiedade, desse sentimento de exaustão pode estar chegando em um nível muito alto”. “Vocês não precisam ficar sós”.</p>



<h2><strong>Apoio</strong></h2>



<p>O governo do Rio Grande do Norte disponibiliza desde 26 de março uma Central de Atendimento para esclarecer dúvidas e prestar acolhimento psicológico sobre o novo coronavírus, em todo o estado. O número de telefone é 3190.0700 e funciona das 8h às 23h.</p>



<p>“O objetivo é proporcionar apoio à sociedade, que poderá tirar dúvidas e receber, por exemplo, orientações sobre autocuidados, modos de prevenção e identificação de sintomas, visando minimizar, em um primeiro momento, a necessidade de ir a uma unidade de saúde. Dessa forma, evita-se o contato com outros pacientes e, consequentemente, possibilidades de transmissão do vírus, caso algum deles já esteja com a doença Covid-19”, disse o governo no dia do lançamento.</p>



<p>Em uma publicação online sobre saúde mental no contexto da pandemia, o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz apontam entre as reações mais frequentes neste momento: “medo de adoecer e morrer, de perder as pessoas que amamos; de perder os meios de subsistência ou não poder trabalhar durante o isolamento e ser demitido; de ser excluído socialmente por estar associado à doença; de ser separado de entes queridos e de cuidadores devido ao regime de quarentena; de não receber um suporte financeiro e de transmitir o vírus a outras pessoas. “É esperado também a sensação recorrente de impotência perante os acontecimentos; de Irritabilidade; angústia e tristeza”,</p>



<h2><strong>Mente Sã</strong></h2>



<p>Dentre as estratégias de cuidado psíquico para esse momento de pandemia, recomenda-se:</p>



<p>Reconhecer e acolher seus receios e medos, procurando pessoas de confiança para conversar;&nbsp;</p>



<p>Retomar estratégias e ferramentas de cuidado que tenha usado em momentos de crise ou sofrimento e ações que trouxeram sensação de maior estabilidade emocional;&nbsp;</p>



<p>Investir&nbsp; em&nbsp; exercícios&nbsp; e&nbsp; ações&nbsp; que&nbsp; auxiliem&nbsp; na&nbsp; redução&nbsp; do&nbsp; nível de&nbsp; estresse&nbsp; agudo&nbsp; (meditação,&nbsp; leitura,&nbsp; exercícios&nbsp; de&nbsp; respiração, entre&nbsp; outros&nbsp; mecanismos&nbsp; que&nbsp; auxiliem&nbsp; a&nbsp; situar&nbsp; o&nbsp; pensamento&nbsp; no momento presente, bem como estimular a retomada de experiências e habilidades usadas em tempos difíceis do passado para gerenciar emoções durante a epidemia);</p>



<p>Se você estiver trabalhando durante a epidemia, fique atento a suas necessidades&nbsp; básicas,&nbsp; garanta&nbsp; pausas&nbsp; sistemáticas&nbsp; durante o&nbsp; trabalho&nbsp; (se&nbsp; possível&nbsp; em&nbsp; um&nbsp; local&nbsp; calmo&nbsp; e&nbsp; relaxante)&nbsp; e&nbsp; entre&nbsp; os turnos.&nbsp; Evite&nbsp; o&nbsp; isolamento&nbsp; junto&nbsp; a&nbsp; sua&nbsp; rede&nbsp; socioafetiva,&nbsp; mantendo contato, mesmo que virtual;</p>



<p>Caso&nbsp; seja&nbsp; estigmatizado&nbsp; por&nbsp; medo&nbsp; de&nbsp; contágio,&nbsp; compreenda que não é pessoal, mas fruto do medo e do estresse causado pela pandemia, busque colegas de trabalho e supervisores que possam compartilhar das mesmas dificuldades, buscando soluções compartilhadas;</p>



<p>Investir&nbsp; &nbsp;e&nbsp; &nbsp;estimular&nbsp; &nbsp;ações&nbsp; &nbsp;compartilhadas&nbsp; &nbsp;de&nbsp; cuidado,&nbsp; evocando a&nbsp; sensação&nbsp; de&nbsp; pertença&nbsp; social (como as ações solidárias e de cuidado familiar e comunitário)</p>



<p>Reenquadrar&nbsp; os&nbsp; planos&nbsp; e&nbsp; estratégias&nbsp; de&nbsp; vida,&nbsp; de&nbsp; forma&nbsp; a&nbsp; seguir produzindo&nbsp; planos&nbsp; de&nbsp; forma&nbsp; adaptada&nbsp; às&nbsp; condições&nbsp; associadas&nbsp; a pandemia;</p>



<p>Manter ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas;</p>



<p>Evitar o uso do tabaco, álcool ou outras drogas para lidar com as emoções;</p>



<p>Buscar um profissional de saúde quando as estratégias utilizadas não estiverem sendo suficientes para sua estabilização emocional;</p>



<p>Buscar fontes confiáveis de informação como o site da Organização Mundial da Saúde;</p>



<p>Reduzir&nbsp; o&nbsp; tempo&nbsp; que&nbsp; passa&nbsp; assistindo&nbsp; ou&nbsp; ouvindo&nbsp; coberturas midiáticas;</p>



<p>Compartilhar as ações e estratégias de cuidado e solidariedade, a fim de aumentar a sensação de pertença e conforto social;</p>



<p>Estimular&nbsp; &nbsp;o&nbsp; &nbsp;espírito&nbsp; &nbsp;solidário&nbsp; &nbsp;e&nbsp; &nbsp;incentivar&nbsp; &nbsp;a&nbsp; &nbsp;participação&nbsp; &nbsp;da comunidade.</p>



<p>*Caso&nbsp; as&nbsp; estratégias&nbsp; recomendadas&nbsp; não&nbsp; sejam&nbsp; suficientes&nbsp; para o&nbsp; &nbsp;processo&nbsp; &nbsp;de&nbsp; &nbsp;estabilização&nbsp; &nbsp;emocional,&nbsp; &nbsp;busque auxílio&nbsp; &nbsp;de&nbsp; &nbsp;um&nbsp; profissional de Saúde Mental e Atenção Psicossocial para receber orientações específicas.</p>
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		<title>Como falar com suas crianças sobre o novo coronavírus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2020 22:35:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cuidado das Meninas e das Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando das meninas e das crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando de nós]]></category>
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					<description><![CDATA[É fácil sentir-se desnorteado(a) por tudo o que você está ouvindo sobre a doença do coronavírus 2019 (Covid-19) no momento. Também é compreensível que suas crianças também estejam ansiosas. É possível que as crianças achem difícil entender o que estão vendo online ou na TV – ou ouvindo de outras pessoas –, então, elas podem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>É fácil sentir-se desnorteado(a) por tudo o que você está ouvindo sobre a doença do coronavírus 2019 (Covid-19) no momento. Também é compreensível que suas crianças também estejam ansiosas. É possível que as crianças achem difícil entender o que estão vendo online ou na TV – ou ouvindo de outras pessoas –, então, elas podem estar particularmente vulneráveis a sentimentos de ansiedade, estresse e tristeza. Mas ter uma conversa aberta e cuidadosa com suas crianças pode ajudá-las a entender, lidar e até dar uma contribuição positiva para os outros.</p>



<h4>1. Faça perguntas abertamente e ouça a criança</h4>



<p>Comece convidando a criança a falar sobre o assunto. Descubra o quanto ela já sabe e siga a partir daí. Se ela é muito nova e ainda não ouviu falar sobre o surto, talvez você não precise levantar a questão – apenas aproveite a oportunidade para lembrá-la sobre boas práticas de higiene sem introduzir novos medos.</p>



<p>Verifique se você está em um ambiente seguro e permita que ela fale livremente. Desenhos, histórias e outras atividades podem ajudar a começar uma conversar.</p>



<p>Mais importante ainda, não minimize ou se esquive das preocupações da criança. Assegure-se de reconhecer os sentimentos dela e lhe garantir que é natural sentir medo dessas coisas. Demonstre que está ouvindo, prestando toda a atenção ao que ela fala e tenha certeza de que ela entende que pode conversar com você e seus professores sempre que quiser.</p>



<h4>2. Seja honesto(a): explique a verdade de uma forma que a criança entenda</h4>



<p>As crianças têm direito a informações verdadeiras sobre o que está acontecendo no mundo, mas os adultos também têm a responsabilidade de mantê-las protegidas dos problemas. Use uma linguagem apropriada para a idade, observe suas reações e seja sensível ao seu nível de ansiedade.</p>



<p>Se você não sabe responder às perguntas delas, não invente. Use isso como uma oportunidade para explorar as respostas juntos. Sites de organizações internacionais como o&nbsp;<a href="https://www.unicef.org/brazil/coronavirus-o-que-os-pais-precisam-saber" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UNICEF</a>&nbsp;e a&nbsp;<a href="https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=6101:folha-informativa-novo-coronavirus-2019-ncov&amp;Itemid=875" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Organização Mundial da Saúde</a>&nbsp;são ótimas fontes de informação. Explique que algumas informações online não são precisas e que é melhor confiar nos especialistas.</p>



<h4>3. Mostre à criança como proteger ela mesma e seus amigos</h4>



<p>Uma das melhores maneiras de manter as crianças protegidas contra o coronavírus e outras doenças é simplesmente incentivar a lavagem regular das mãos. Não precisa ser uma conversa assustadora. Cante junto com a&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=CuaUuMNfJQk" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Galinha Pintadinha</a>&nbsp;ou com o&nbsp;<a href="https://youtu.be/CaTXgmHyMSk" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Palavra Cantada</a>, ou siga esta dança para tornar o aprendizado divertido:</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container">
<figure><iframe loading="lazy" width="1000px" height="1000px" allowfullscreen="true" src="https://www.facebook.com/v6.0/plugins/video.php?app_id=&amp;channel=https%3A%2F%2Fstaticxx.facebook.com%2Fconnect%2Fxd_arbiter.php%3Fversion%3D46%23cb%3Dffae898ee5b874%26domain%3Dwww.unicef.org%26origin%3Dhttps%253A%252F%252Fwww.unicef.org%252Ff22b47ad7b9cea2%26relation%3Dparent.parent&amp;container_width=620&amp;href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FUNICEFBrasil%2Fvideos%2F613356772555691&amp;locale=en_US&amp;sdk=joey" class=""></iframe></figure>
</div></div>



<p><br>Você também pode mostrar às crianças&nbsp;<a href="https://www.unicef.org/brazil/coronavirus-o-que-os-pais-precisam-saber#evitar-risco-infeccao">como cobrir o nariz e a boca com o cotovelo flexionado ao tossir ou espirrar, explicar que é melhor não ficar muito perto das pessoas que apresentem esses sintomas</a>. E pedir, ainda, para que digam a você se começarem a sentir mal-estar, como dores no corpo, corpo quente, fraqueza, tremedeira, podem ser sintomas de febre, e se estiverem com tosse ou dificuldade em respirar.</p>



<h4>4. Ofereça segurança</h4>



<p>Quando vemos muitas imagens perturbadoras na TV ou online, às vezes pode parecer que a crise está ao nosso redor. As crianças podem não distinguir entre imagens na tela e sua própria realidade pessoal, e podem acreditar que estão em perigo iminente. Você pode ajudar sua criança a lidar com o estresse, criando oportunidades para ela brincar e relaxar, quando possível. Mantenha rotinas e agendas regulares o máximo possível, principalmente antes da hora de dormir, ou ajude a criar novas rotinas em um novo ambiente.</p>



<p>Se você estiver enfrentando um surto na sua região, lembre a suas crianças de que elas não estão propensas a contrair a doença, que a maioria das pessoas que têm coronavírus não fica muito doente e que muitos adultos estão trabalhando duro para manter sua família segura .</p>



<p>Se sua criança ficar doente, explique que ela deve ficar em casa (ou no hospital, se for o caso), porque é mais seguro tanto para ela quanto para seus amigos. Tranquilize-a dizendo que você sabe que é difícil (talvez assustador ou até um tédio) algumas vezes, mas que seguir as regras ajudará a manter todos em segurança.</p>



<h4>5. Verifique se elas estão sendo estigmatizadas ou espalhando estigmas</h4>



<p>O surto de coronavírus trouxe numerosos relatos de discriminação racial em todo o mundo,&nbsp;<a href="http://bit.ly/coronavirus_estigma">por isso é importante verificar se suas crianças não estão enfrentando nem contribuindo para o&nbsp;<em>bullying</em></a>.</p>



<p>Explique que o coronavírus não tem nada a ver com a aparência de alguém, sua origem ou o idioma que falam. Se elas sofreram&nbsp;<em>bullying</em>&nbsp;na escola, devem se sentir à vontade para contar a um adulto em quem confiam.</p>



<p>Lembre a suas crianças que todos merecem estar seguros na escola. O&nbsp;<em>bullying</em>&nbsp;está sempre errado e cada um de nós deve fazer a nossa parte para espalhar a gentileza e apoiar um ao outro.</p>



<h4>6. Procure quem pode ajudar</h4>



<p>É importante para a criança saber que as pessoas estão ajudando umas às outras com atos de bondade e generosidade.</p>



<p>Compartilhe histórias de profissionais da saúde, cientistas e jovens, entre outros, que estão trabalhando para interromper o surto e manter a comunidade segura. Pode ser um grande conforto saber que pessoas compassivas estão agindo.</p>



<h4>7. Cuide de você</h4>



<p>Você poderá ajudar melhor suas crianças pelo seu próprio exemplo. As crianças assimilarão a sua resposta às notícias, o que as ajudará a saber que você está calmo(a) e no controle.</p>



<p>Se você estiver ansioso(a) ou chateado(a), reserve um tempo para si mesmo(a) e procure outras famílias, amigos e pessoas de confiança em sua comunidade. Reserve algum tempo para fazer coisas que o(a) ajudem a relaxar e se recuperar.</p>



<h4>8. Encerre as conversas com cuidado</h4>



<p>É importante saber que não estamos deixando as crianças em perigo. À medida que a conversa termina, tente avaliar o nível de ansiedade observando a linguagem corporal, considerando se elas estão usando o tom de voz habitual e prestando à sua respiração.</p>



<p>Lembre a suas crianças que elas podem ter outras conversas difíceis com você a qualquer momento. Lembre-as de que você se importa, está ouvindo e está disponível sempre que elas se sentirem preocupadas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cardápio de brinquedos e brincadeiras: diversão para as crianças durante a quarentena</title>
		<link>https://coronavirus.geledes.org.br/cardapio-de-brinquedos-e-brincadeiras-diversao-para-as-criancas-durante-a-quarentena/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 15:44:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cuidado das Meninas e das Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando das meninas e das crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidando de nós]]></category>
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					<description><![CDATA[Com a quarentena imposta pela&#160;pandemia de COVID-19, provocada pelo coronavírus, muitas mães e pais se deparam com o desafio de ter as crianças 24 horas por dia em casa. Como ocupar esse tempo com atividades que incentivem a criatividade e que criem um ambiente leve e afetuoso? A Plan International Brasil acredita que esse período [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com a quarentena imposta pela&nbsp;<a href="https://plan.org.br/plan-international-brasil-durante-a-pandemia-de-covid-19/">pandemia de COVID-19</a>, provocada pelo coronavírus, muitas mães e pais se deparam com o desafio de ter as crianças 24 horas por dia em casa. Como ocupar esse tempo com atividades que incentivem a criatividade e que criem um ambiente leve e afetuoso? A Plan International Brasil acredita que esse período pode aproximar as famílias por meio de brincadeiras e&nbsp;<a href="https://www.arevolucaodasprincesas.com.br/">leituras</a>.</p>



<p>Por isso, divulgaram o&nbsp;<strong>Cardápio de Brinquedos e Brincadeiras</strong>, desenvolvido em parceria com a NIVEA como parte do&nbsp;<a href="https://plan.org.br/familias-que-cuidam/">projeto Famílias que Cuidam</a>. Você pode fazer&nbsp;<a href="https://plan.org.br/wp-content/uploads/2019/03/cardapiodebrincadeiras_web_20161212-1.pdf"><strong>aqui</strong></a>&nbsp;o download gratuito desse material que tem brincadeiras adequadas para as crianças de 0 a 6 anos.</p>



<p>No cardápio, você encontra o passo a passo para a construção de brinquedos e aprende como o adulto pode apoiar nos cuidados com o ambiente, na seleção dos materiais para brincar e na construção de brinquedos junto com a criança ou para a criança. Além de incentivar a ludicidade, o material fortalece o vínculo entre adultos e crianças.</p>



<p>O Cardápio de Brinquedos e Brincadeiras tem como objetivo orientar pais, mães, cuidadores, cuidadoras, professores, professoras, agentes comunitários de saúde e gestores da rede intersetorial da Primeira Infância na organização de um ambiente lúdico, no uso de brinquedos, materiais e brincadeiras pensadas para crianças de até 6 anos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Cardápio-de-Brinquedos-e-Brincadeiras-slide-42.png" alt="" class="wp-image-514" width="444" height="416" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Cardápio-de-Brinquedos-e-Brincadeiras-slide-42.png 611w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Cardápio-de-Brinquedos-e-Brincadeiras-slide-42-300x281.png 300w" sizes="(max-width: 444px) 100vw, 444px" /></figure></div>



<p><strong>Leia mais aqui sobre como lidar com as crianças nesta quarentena:</strong></p>



<p><a href="https://www.tempojunto.com/2020/03/16/tempojunto-em-casa-brincadeiras-e-atividades-para-os-filhos-em-tempos-de-coronavirus/?fbclid=IwAR1pXbkIUzY2wO8eixcERxL_MGcboplJvZUxksoh_U7MaKvHeWU4ecNKsxk" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guia Tempojunto Covid-19: brincadeiras e atividades para os filhos em tempo de Coronavírus</a></p>



<p><a href="https://lunetas.com.br/responsabilidade-coletiva-e-coronavirus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O que vamos dizer às crianças sobre o coronavírus?</a></p>



<p><a href="https://papodepracinha.com.br/2020/03/18/as-criancas-o-coronavirus-e-a-quarentena/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">As crianças, o coronavírus e a quarentena</a></p>



<p><a href="http://www.educandotudomuda.com.br/o-que-fazer-com-as-criancas-em-casa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O que fazer com as crianças em casa</a></p>



<p><a href="https://projetocolabora.com.br/ods3/criancas-em-quarentena-e-agora/?utm_source=Colabora&amp;utm_campaign=12dae41efd-EMAIL_CAMPAIGN_2020_03_18_12_32_COPY_01&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_7b4d6ea50c-12dae41efd-417986309" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Crianças em quarentena e agora?</a></p>



<p><a href="https://plan.org.br/cardapio-de-brinquedos-e-brincadeiras-diversao-para-as-criancas-durante-a-quarentena/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cardápio de brinquedos e brincadeiras: diversão para as crianças durante a quarentena</a></p>



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