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	<title>Confinamento e riscos para mulheres e crianças &#8211; Geledés no Enfrentamento ao CoronaVírus</title>
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	<description>Geledés no Enfrentamento ao CoronaVírus</description>
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	<title>Confinamento e riscos para mulheres e crianças &#8211; Geledés no Enfrentamento ao CoronaVírus</title>
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		<title>Prisões em flagrante em casos de violência doméstica crescem 51%, diz MP-SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 16:22:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público de São Paulo divulgou nota técnica que compara os números da violência doméstica durante o isolamento para combater a pandemia de coronavírus. O estudo foi realizado pelo Núcleo de Gênero da entidade e contempla os meses de fevereiro e março. O dado que mais chama atenção é o das prisões em flagrante [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wysiwyg">
<p>O Ministério Público de São Paulo divulgou nota técnica que compara os números da violência doméstica durante o isolamento para combater a pandemia de coronavírus. O estudo foi realizado pelo Núcleo de Gênero da entidade e contempla os meses de fevereiro e março.</p>
<p>O dado que mais chama atenção é o das prisões em flagrante por violência contra a mulher: aumento de 51% em março em comparação ao mês anterior. O número de medidas protetivas de urgência também aumentou 29% em março em relação a fevereiro.</p>
<p>Os descumprimentos de medidas protetivas caíram durante a quarentena. E os pedidos de medidas preventivas de urgência, entretanto, registraram, de modo geral, um aumento.</p>
<p>O documento também aborda o problema da subnotificação dos casos de violência. Conforme o MP-SP, a tendência é que o isolamento gere uma queda nos registros de boletins de ocorrência em números absolutos que não correspondem a real diminuição da violência.</p>
<p>Recentemente o Conselho Nacional de Justiça adotou medidas para combater o aumento de violência doméstica durante a pandemia e determinou que todos os tribunais do país divulguem seus canais de comunicação para denúncias de abusos.</p>
<h2><strong>Serviço</strong></h2>
<p>Os casos de violência ou assédio, a qualquer hora do dia ou da noite, devem ser comunicados pelo telefone 190. Qualquer pessoa pode fazer a denúncia: a própria mulher, vizinhos, parentes ou quem estiver presenciando, ouvindo ou que tenha conhecimento do fato.</p>
<p>Para os casos não emergenciais, o Disque 180 ou o Disque 100 também recebem denúncias e oferecem orientações. Em todo o país, as casas de abrigo seguem funcionando normalmente embora, em alguns locais, estejam recebendo menos pessoas.</p>
<p>Em São Paulo, é possível registrar boletins de ocorrência <a href="https://www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp-de-cidadao/home" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>. No Rio de Janeiro, a orientação é procurar as Delegacias da Mulher, que atendem urgências como violência física e sexual presencialmente e disponibilizam registro online para os demais casos de violência.</p>
<p>Em Brasília, as denúncias e os registros podem ser feitos pelo Denúncia Online, pelo telefone 197 (opção 0), pelo telefone 190, pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br, e pelo whatsapp 98626-1197, e também nas delegacias especializadas, presencialmente.</p>
<p>Para acionar a Defensoria Pública no Ceará, basta ligar 129, ou 997634909 (whatsapp), ou 987125180 (whatsapp) e ainda pelo e-mail: nudem@defensoria.ce.def.br.</p>
<p>As Delegacias de Mulheres realizam flagrantes e descumprimentos de medidas protetivas presencialmente, 24 horas por dia. Também é possível registrar o boletim de ocorrência pela internet <a href="http://www.delegaciaeletronica.ce.gov.br/beo" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>.</p>
<p>Nas cidades de São Paulo, Curitiba, Campo Grande (MS) e São Luís (MA), as Casas da Mulher Brasileira concentram serviços de delegacia e varas especializadas, Ministério Público, Defensoria Pública, atendimento médico, psicológico e social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="btn btn-primary" href="https://www.conjur.com.br/dl/violencia-domestica-mp-sp.pdf">Clique aqui para ler o raio-x da violência do MP-SP</a></p>
</div>
<div class="clearFix"></div>
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		<title>Defensoria Pública de SP no enfrentamento à violência doméstica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2020 12:30:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[violencia contra mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-831 size-full" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/PHOTO-2020-04-20-16-23-23.jpg" alt="" width="1200" height="1200" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/PHOTO-2020-04-20-16-23-23.jpg 1200w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/PHOTO-2020-04-20-16-23-23-300x300.jpg 300w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/PHOTO-2020-04-20-16-23-23-1024x1024.jpg 1024w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/PHOTO-2020-04-20-16-23-23-150x150.jpg 150w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/PHOTO-2020-04-20-16-23-23-768x768.jpg 768w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/PHOTO-2020-04-20-16-23-23-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
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		<title>Coronavírus: pandemia deve aumentar a diferença salarial entre homens e mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 15:14:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ONU Mulheres e OIT afirmam que avanços realizados pelos países nos últimos anos devem retroceder diante da crise econômica causada pela Covid-19 Os avanços globais feitos nos últimos anos em direção aos mesmos salários para homens e mulheres estão sob risco por causa da pandemia de Covid-19, alertam especialistas e ativistas pela igualdade de pagamentos. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2>ONU Mulheres e OIT afirmam que avanços realizados pelos países nos últimos anos devem retroceder diante da crise econômica causada pela Covid-19</h2>



<p>Os avanços globais feitos nos últimos anos em direção aos mesmos salários para homens e mulheres estão sob risco por causa da pandemia de Covid-19, alertam especialistas e ativistas pela igualdade de pagamentos. Nesse momento de crise, as&nbsp;<a href="https://oglobo.globo.com/economia/celina/mulher-trabalha-em-casa-dobro-do-tempo-que-homem-ha-mais-de-duas-decadas-23623348" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mulheres usam o tempo em que não estão trabalhando para cuidar de outras pessoas.</a>&nbsp;Elas também são a&nbsp;<a href="https://oglobo.globo.com/economia/celina/entre-profissionais-com-diploma-superior-que-ganham-ate-um-salario-minimo-70-sao-mulheres-24185678" target="_blank" rel="noreferrer noopener">maioria dos trabalhadores em setores da economia que, historicamente, têm baixa remuneração.</a></p>



<p>No mundo,&nbsp;<a href="https://oglobo.globo.com/economia/celina/quanto-tempo-levara-para-haver-igualdade-de-generos-no-trabalho-dois-seculos-meio-24144266" target="_blank" rel="noreferrer noopener">as mulheres ganham, em média, um quinto do que ganham os homens</a>&nbsp;(mesmo tendo a mesma qualificação e desempenhando a mesma função). De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), isso é uma consequência de fatores como maternidade, emprego em setores mal-remunerados e o peso dos estereótipos de gênero na hora da promoção. A diferença entre os pagamentos de homens e mulheres vinha sendo reduzida, mas na velocidade atual, levará cerca de 70 anos para que a paridade de gênero aconteça, diz a ONU Mulheres.</p>



<p>Mas, essa grave diferença salarial pode aumentar em 2020, já que as mulheres&nbsp;<a href="https://oglobo.globo.com/economia/celina/casamento-tira-homens-do-servico-domestico-entre-solteiros-92-cozinham-lavam-louca-entre-casados-so-58-23623546" target="_blank" rel="noreferrer noopener">são afetadas de maneira desproporcional pelas responsabilidades com a casa durante a quarentena</a>, além de que trabalhos mal-reumenarados, como os domésticos, estão desaparecendo, afirma Anita Bhatia, secretária-geral assistente e ex-diretora executiva da ONU MUlheres.</p>



<p>&#8211; As mulheres suportar uma grande crise. Temos homens que as apóiam, mas não em número suficiente, e realmente precisamos trabalhar nos vieses de gênero que impedem os homens de dividir as tarefas de cuidado com a casa e com outras pessoas.&nbsp;</p>



<p>Nos países que integram a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE), que são majoritariamente nações europeias desenvolvidas, a diferença salarial era de 18% em 2000 e caiu para quase 13% em 2017.</p>



<p>A PayScale, baseada em Seattle, afirma que a diferença de salários entre homens e mulheres no Estados Unidos diminuiu nos últimos anos, mas o&nbsp;<a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus-servico/o-globo-lanca-guia-sobre-novo-coronavirus-para-compartilhar-24302471" target="_blank" rel="noreferrer noopener">coronavírus</a>&nbsp;pode ter um efeito contrário, com as mulheres se afastando do mercado de trabalho.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Há a possibilidade de revertermos a tendência facilmente &#8211; diz Sudarshan Sampath, diretor de pesquisas da empresa, que descobriu que, quando as mulheres se candidatam a um trabalho depois de um tempo fora do mercado, elas ganham, em média, 7% menos do que outros candidatos à mesma função.&nbsp;</p>



<p>A crise econômica causada pela pandemia de coronavírus pode resultar na perda de mais de 25 milhões de postos de trabalho, de acordo com a OIT. A Catalyst, uma organização sem fins lucrativos baseada nos EUA, afirma que as pesquisas mostram que quando as empresas diminuem de tamanho, a diversidade se torna secundária, com mulheres e pessoas negras sendo as mais atingidas. Tanya van Biesen, diretora da Catalyst, diz temer que os progressos feitos nas últimas décadas seja perdido porque setores como turismo e hospitalidade, que tem grande parte da força de trabalho composta por mulheres, serão gravemente atingidos.</p>



<p>&#8211; Tenho medo de que a crise de saúde atual e a crise econômica que virá a seguir nos fará perder os ganhos que as mulheres conquistaram no mercado de trabalho.</p>



<p>Para reduzir a burocracia em meio a uma crise econômica, o governo britânico liberou as empresas de apresentarem seus relatórios anuais sobre as diferenças de salários entre homens e mulheres. Mas Sam Smethers, diretor da organização sem fins lucrativos Fawcett Society, acredita que haverá um ponto positivo na crise, que é a normalização do trabalho remoto e da flexibilidade de horários.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Precisamos redesenhar a maneira como trabalhamos. O coronavírus nos força a fazê-lo.</p>



<p><a href="https://oglobo.globo.com/economia/celina/avanco-lento-em-direcao-ao-mesmo-salario-do-homem-23509022" target="_blank" rel="noreferrer noopener">No Brasil, a igualdade de salários avança a passos lentos.</a>&nbsp;Em 2004, as mulheres ganhavam 70% do que recebiam os homens. Em 2018, elas passaram a ganhar 79,5% do que eles ganhavam. Esse aumento é mais um resultado da maior escolaridade das mulheres do que de políticas públicas ou das empresas. As mulheres cavaram um espaço no mercado de trabalho, mesmo que ainda seja mais na área de cuidados, cuja remuneração é menor. As&nbsp;<a href="https://oglobo.globo.com/economia/auxilio-informais-reducao-de-jornada-entenda-as-medidas-do-governo-para-os-trabalhadores-24340693" target="_blank" rel="noreferrer noopener">medidas econômicas anunciadas pelo governo para enfrentar a crise iniciada pela pandemia</a>&nbsp;incluem auxílio a informais, em sua maioria mulheres, e redução de jornada.</p>
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		<title>Deputadas pressionam por ampliação do ligue 180 na Pandemia do Novo Coronavírus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 14:19:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Confinamento e riscos para mulheres e crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Confinamento e risco para mulheres e criancas]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[violencia contra mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[Medida mais eficaz contra o coronavírus, isolamento social pode agravar situação de mulheres que vivem lado a lado com o agressor. Integrantes da bancada feminina da Câmara dos Deputados pressionam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes partidários para incluir na pauta votação de propostas para combater a&#160;violência doméstica&#160;no contexto da pandemia do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="font-size:21px"><em>Medida mais eficaz contra o coronavírus, isolamento social pode agravar situação de mulheres que vivem lado a lado com o agressor.</em></p>



<p>Integrantes da bancada feminina da Câmara dos Deputados pressionam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes partidários para incluir na pauta votação de propostas para combater a&nbsp;<a href="https://www.huffpostbrasil.com/news/violencia-contra-a-mulher" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>violência doméstica</strong></a>&nbsp;no contexto da pandemia do novo&nbsp;<a href="https://www.huffpostbrasil.com/news/coronavirus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>coronavírus</strong></a>. O isolamento social aumenta o risco de que mulheres sejam vítimas de agressões.Em conversas com deputados, Maia afirma que só há acordo para votar propostas diretamente ligadas à pandemia. Por esse motivo, um dos projetos contra a violência doméstica foi adaptado para que a vigência fique restrita ao período em que durar a emergência em saúde pública em razão da covid-19. A expectativa é de que possa ser votada a partir da próxima semana.</p>



<p>O número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil chegou a 4.579, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (30). O número de mortes é de 159, em 15 unidades da federação.</p>



<p>Nesta terça-feira (31), a bancada feminina do PSol apresentou uma nova versão do&nbsp;PL 877/19, que amplia a divulgação do Ligue 180. De acordo com o texto, “toda informação que se exiba por meio dos serviços de radiodifusão de sons, radiodifusão de sons e imagem, programação audiovisual, notícias divulgadas na internet em portais, blogs e jornais eletrônicos, sejam de acesso gratuito ou serviço de acesso condicionado, sobre episódios de violência contra a mulher incluirá uma menção expressa ao Disque 180”.</p>



<p>A proposta original foi apresentada pelas deputadas do Psol Talíria Petrone (RJ), Fernanda Melchionna (RS), Samia Bonfim (SP) e Áurea Carolina (MG) em março de 2019, como parte dos esforços envolvendo o mês da mulher daquele ano.</p>



<p>A nova versão, protocolada nesta terça-feira (31), e assinada por líderes de outros partidos de oposição, limita a mudança ao tempo pelo qual durar a&nbsp;emergência de saúde pública decorrente da covid-19.</p>



<p>“O Ligue 180 é um serviço que tem se demonstrado eficaz na defesa e proteção das mulheres vítimas de violência. A ampla divulgação do serviço para a sociedade representa a garantia do direito à vida e à integridade física de milhares de mulheres de uma forma pedagógica, conscientizando a sociedade sobre a gravidade do problema e ampliando o conhecimento sobre os serviços disponíveis”, diz a justificativa da proposta a qual o HuffPost Brasil teve acesso.</p>



<p>Outro PL, apresentado pela deputada Maria do Rosário (PT-RS) também nesta terça visa garantir que os serviços de enfrentamento à violência doméstica como DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher) e Defensorias Públicas continuem funcionando durante quarentena em território nacional.</p>



<p>“O poder público deve tomar medidas necessárias para atender as mulheres vítimas de violência, adaptando seus procedimentos de recebimento de denúncias e encaminhamento das vítimas a sistemas de proteção, às circunstâncias emergenciais do período”, diz o texto do projeto.</p>



<p>Segundo comunicado da Prefeitura de São Paulo enviado ao HuffPost, os serviços de atendimento às mulheres vítimas de violência, em especial as DDMs, continuam funcionando 24h.&nbsp;Qualquer ocorrência&nbsp;<a href="https://www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp-de-cidadao/home" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pode ser registrada online, por meio do site oficial da Polícia Civil do Estado de São Paulo.</a></p>



<p>A Defensoria Pública de SP informou que todos os atendimentos de urgência estão sendo feitos à distância e por WhatsApp. Entre eles, estão casos de violência contra mulheres; não só notificações mas também pedidos ou avisos de descumprimento de medidas protetivas.</p>



<p>O atendimento à distância é feito pelo Nudem (Núcleo de Defesa das Mulheres Vítimas de Violência de Gênero) e pode ser realizado por mensagem de WhatsApp, no número (11) 9-4220-9995; e gratuitamente pelo 0800-773-4340.</p>



<h3><strong>Mais chamadas no Ligue 180&nbsp;</strong></h3>



<p>Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, divulgados nesta sexta-feira (27), apontam aumento de 18% entre as denúncias recebidas entre os dias 17 e 25 de março – período em que políticas de isolamento foram intensificadas no País -, comparado ao período de 1º a 16 do mesmo mês.</p>



<p>Detalhamento da pasta aponta que 829 denúncias foram registradas no início do mês, entre os dias 1º e 16 de março. Já entre os dias 17 e 25 do mesmo mês, foram registradas 978. O número de atendimentos cresceu de 3.045 no início do mês para 3.303, no fim do mês — um aumento de 8,5%.</p>



<figure class="wp-block-table alignfull is-style-regular"><table class="has-subtle-pale-blue-background-color has-background"><thead><tr><th><strong>Como denunciar violência doméstica no isolamento social</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><br>Procure a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) mais próxima. Em muitas cidades, elas continuam funcionando 24h.<br><br>As vítimas podem solicitar na própria delegacia a implementação de medidas protetivas previstas na&nbsp;<a href="https://www.huffpostbrasil.com/news/lei-maria-da-penha/">Lei Maria da Penha, como restrição do contato e saída do lar.&nbsp;</a>Quando acionadas no momento da ocorrência, o pedido é encaminhado à Justiça.<br><br>Em casos em flagrante, a polícia militar pode ser acionada imediatamente, pelo telefone 190 – seja pela vítima ou testemunhas. Além disso, não só denúncias, mas também o atendimento e orientação à vítima de violência doméstica podem ser feitos pelo Ligue 180.</td></tr></tbody></table></figure>



<h3><strong>Por que violência doméstica pode aumentar no isolamento?</strong></h3>



<p class="has-text-align-center"><img loading="lazy" width="630" height="420" class="wp-image-492" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/ASSOCIATED-PRESS.jpg" alt="" style="width: 700px;" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/ASSOCIATED-PRESS.jpg 630w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/ASSOCIATED-PRESS-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /></p>



<p class="has-text-color has-cyan-bluish-gray-color"><em>ASSOCIATED PRESS | Os números de agressões às mulheres já são alarmantes no Brasil. De acordo com o&nbsp; Atlas da Violência 2019, entre 2007 e 2017, 39,2% dos homicídios de mulheres no Brasil aconteceram dentro de casa. Já entre os homens, o índice é de 15,9%.&nbsp;</em>&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Especialistas que trabalham na rede de enfrentamento à violência contra a mulher no País já haviam apontado a possibilidade do aumento de agressões neste período. Para as vítimas, a medida mais eficaz contra a disseminação do novo coronavírus no Brasil e no mundo, na verdade, pode ser sinônimo de mais vulnerabilidade.</p>



<p>“A quarentena é essencial neste momento, mas a dimensão de gênero da pandemia existe e é real. Com a redução do convívio social e a proximidade com o agressor, a tendência é que mais conflitos aconteçam por características da própria crise: a existência do medo, da questão financeira, da experiência do isolamento. Não só a mulher fica submetida a um ambiente de violência, como também fica desamparada, sozinha, sem poder contar a alguém o que está acontecendo”, afirmou Silvia Chakian, promotora de justiça do MP-SP e membro do GEVID (Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica), em&nbsp;<a href="https://www.huffpostbrasil.com/entry/violencia-domestica-coronavirus_br_5e73c8bfc5b6eab77944ae36" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevista ao HuffPost Brasil</a>.</p>



<p>A jurista lembra que, para além do chamado “ciclo de violência”, em que há um período de pausa nos ataques e, em seguida, o aumento da tensão, há também um padrão do momento em que a agressão acontece. Normalmente, as situações de violência doméstica ocorrem à noite ou aos finais de semana. Com a quarentena e o convívio intenso, podem ficar ainda mais frequentes.</p>



<p>Os números de agressões às mulheres já são alarmantes no Brasil. De acordo com o&nbsp;<a href="http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=34784&amp;Itemid=432" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Atlas da Violência 2019</a>, feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre 2007 e 2017, 39,2% dos homicídios de mulheres no Brasil aconteceram dentro de casa. Já entre os homens, o índice é de 15,9%.</p>



<p>A pesquisa ainda destaca que as mulheres não estão seguras em nenhum local, mas a trajetória da violência é ainda pior dentro de casa: enquanto a taxa de homicídios de mulheres fora do domicílio subiu 28% em 10 anos, as ocorrências registradas em casa aumentaram 38%. No mesmo período, o homicídio de mulheres negras cresceu 29,9%, enquanto o de não brancas aumentou em 1,6%.</p>



<p>Em nota, a ministra&nbsp;<a href="https://www.huffpostbrasil.com/news/damares-alves/">Damares Alves</a>&nbsp;afirma que “pela nossa experiência, sabemos que o agressor é, na maioria das vezes, uma pessoa da família ou então muito próxima”. “Por isso, durante a quarentena, estamos reforçando os mecanismos que ajudam essas mulheres a denunciar”, acrescenta.</p>



<p>O comunicado ainda diz que ministério tem planos de lançar um aplicativo e um site para o Ligue 180, com a intenção de facilitar o acesso às vítimas e tonar o sistema ainda mais seguro.</p>



<p>Também em 27 de março, a&nbsp;<a href="https://www.mdh.gov.br/todas-as-noticias/2020-2/marco/SEI_MDH1136114.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pasta divulgou um documento</a>&nbsp;em que recomenda aos Organismos Governamentais de Políticas para Mulheres a manutenção dos serviços da rede de atendimento à mulher, respeitando as orientações de segurança sanitária do Ministério da Saúde para a pandemia.</p>



<h3><strong>ONU Mulheres alerta para risco de violência na pandemia</strong></h3>



<p>A fim de orientar governos, recentemente, a&nbsp;<a href="http://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ONU-MULHERES-COVID19_LAC.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ONU Mulheres publicou um estudo sobre as dimensões de gênero na resposta ao novo coronavírus na América Latina</a>. Nele, a organização ressalta que “as mulheres continuam sendo as mais afetadas pelo trabalho não-remunerado, principalmente em tempos de crise”.</p>



<p>O documento ainda faz uma série de recomendações, incluindo garantir a continuidade dos serviços essenciais para responder à&nbsp;<a href="https://www.huffpostbrasil.com/news/violencia-contra-a-mulher/">violência contra mulheres</a>&nbsp;e meninas.</p>



<p>“As sobreviventes da violência ainda podem enfrentar obstáculos adicionais para fugir dessas situações ou acessar medidas de proteção que salvam vidas e serviços essenciais devido a fatores como restrições ao movimento em quarentena”, diz o documento.</p>
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		<title>Coronavírus: 92% das mães nas favelas dizem que faltará comida após um mês de isolamento aponta pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 14:08:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Confinamento e riscos para mulheres e crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Confinamento e risco para mulheres e criancas]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
		<category><![CDATA[violencia contra mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[“Muitas pessoas entraram na linha de pobreza da noite para o dia. O casal que trabalhava no shopping na semana retrasada, que recebia por semana, fez a compra da semana passada e nesta semana já não está mais trabalhando. Porque o shopping fechou, o patrão também quebrou. Hoje esse casal está com três filhos em [&#8230;]]]></description>
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<p style="font-size:18px" class="has-text-color has-very-dark-gray-color"><em>“Muitas pessoas entraram na linha de pobreza da noite para o dia. O casal que trabalhava no shopping na semana retrasada, que recebia por semana, fez a compra da semana passada e nesta semana já não está mais trabalhando. Porque o shopping fechou, o patrão também quebrou. Hoje esse casal está com três filhos em casa, que não estão mais comendo na escola. Você tem o casal em casa, os três filhos e muitas vezes os pais do casal, idosos, que moram com eles.”</em></p>



<p>É a partir da cena descrita acima que o produtor cultural Celso Athayde, fundador e coordenador geral da Central Única das Favelas (CUFA), organização fundada há 20 anos e que reúne 500 comunidades em todo o país, explica a situação de urgência que vivem os 13,5 milhões de brasileiros que moram nas favelas e depararam-se, subitamente, com a chegada do coronavírus ao Brasil.</p>



<p>Na tentativa de levar ajuda a essas comunidades que até agora não foram contempladas com um plano público nacional específico de combate à covid-19, o desafio, diz Athayde, era definir quais deveriam ser as pessoas a receberem socorro e doações prioritariamente nas iniciativas assistenciais da CUFA.</p>



<p>Pesquisa realizada pelo Data Favela e pelo Instituto Locomotiva aponta que as favelas do Brasil têm 5,2 milhões de mães. Destas, 72% afirmam que a alimentação de sua família ficará prejudicada pela ausência de renda, durante o isolamento social. 73% dizem que não têm nenhuma poupança que permita manter os gastos sem trabalhar por um dia que seja. 92% dizem que terão dificuldade para comprar comida após um mês sem renda. Oito a cada dez dizem que a renda já caiu por causa do coronavírus, e 76% relatam que, com os filhos em casa sem ir para a escola, os gastos em casa já aumentaram.</p>



<p>“Os mais frágeis da sociedade são os moradores de favela. Os mais frágeis entre os favelados são as mulheres. E os mais frágeis entre as mulheres são as mães. Por que? Porque elas cuidam dos filhos, muitas vezes trabalham no emprego informal, costurando, fazendo unha, e ainda cuidam dos velhos. Porque todos os velhos, 90% dos idosos das favelas, são as mulheres que cuidam: sejam noras ou sejam filhas”.</p>



<p>E, diante da pandemia do coronavírus, a sobrecarga das mães da favela é também emocional: como cuidar de tudo isso, subitamente, sem renda. “Ela olha para o idoso, que é o pai ou o idoso, e fala: o que é que eu faço com ele? O que eu faço com as crianças? É desespero”, diz Athayde, a respeito dos dados da pesquisa.</p>



<p>As pesquisas do Data Favela, fundado por Athayde e Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, são realizadas pelos moradores das comunidades, que são treinados e supervisionados pela equipe do instituto de pesquisa. Para este levantamento, realizado entre os dias 26 e 27 de março de 2020, foram entrevistadas 621 mulheres maiores de 16 anos, com filhos, moradoras de 260 favelas em todos os Estados do país. A margem de erro da pesquisa é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos.</p>



<p>A divulgação da pesquisa faz parte das ações de lançamento, nesta quinta-feira (2), da campanha “Mãe de Favela”, criada para arrecadar recursos a serem distribuídos para mães das favelas em todo o país. A opção, explica o produtor cultural, é baseada em evidências e estudos, inclusive sobre o programa Bolsa Família, de que o dinheiro da assistência dado à mulher gera muito mais impacto social que o dado ao homem da família.</p>



<p>“A mulher controla melhor o orçamento doméstico, faz melhor uso do dinheiro e é a pessoa que cuida tanto das crianças quanto dos idosos, que são o grupo de risco para o coronavírus”, diz Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva. “A certeza do bom uso do dinheiro tem a ver com essa escolha pela mãe de família”.</p>



<p>As beneficiadas receberão, por dois meses, um auxílio de R$ 120 reais e batizado de “vale-mãe”. “Ela recebe os R$ 120 no próximo dia 15. Cada favela está indo em busca desse perfil de mãe, definido a partir da pesquisa, para serem as primeiras beneficiadas”, diz.</p>



<p>O dinheiro será recebido pelo celular, a partir de uma parceria com a empresa de pagamentos e transferências PicPay, mediante cadastramento do CPF pelo telefone. O dinheiro do benefício será arrecadado pela CUFA por meio da campanha lançada na terça. A fase piloto começou com 5 mil mães, mas já têm 30 mil mulheres cadastradas. A intenção é, de acordo com a arrecadação, ampliar o valor e estender o período de concessão das bolsas.</p>



<p>A campanha, explica o produtor, já ganhou o apoio de empresas e artistas, como a cantora Iza, Lulu Santos, Zeca Pagodinho, Taís Araújo e Lázaro Ramos, Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. A partir de amanhã, a ideia é que qualquer um possa ajudar com doações. “Lançamos o site para receber doações pelo PicPay e vamos criar uma vaquinha pelo site. Teremos auditoria da Pro Audit, uma auditoria respeitada, que vai auditar a contagem do site. Além disso, as empresas doadoras também designarão auditores próprios”. “Para que todos tenham a confiança de que o dinheiro tem objetivo claro”.</p>



<h3>E o poder público?</h3>



<p>Embora as favelas sejam apontadas como as regiões mais vulneráveis ao coronavírus, pela combinação da falta de espaço, escassez de recursos, poupança, estoque de comida e saneamento básico para manter as condições de higiene necessárias para evitar a propagação da doença, elas não foram contempladas em nenhum plano nacional específico de prevenção e combate à covid-19.</p>



<p>Meirelles, do Locomotiva, diz que, embora o início da pandemia tenha se dado na parcela mais rica da sociedade, a concentração demográfica e as limitações sociais das favelas representam, do ponto de vista da saúde pública, um risco também para quem mora no “asfalto”.</p>



<p>“Não é apenas um risco para as favelas, mas também para os moradores de outras regiões da cidade. Tem se feito essa discussão sobre saúde ou economia, mas você não retoma a economia com uma pilha de corpos”, diz, em referência a falas como as do presidente Jair Bolsonaro, que defendeu a prática do “isolamento vertical”, que abrangeria apenas as pessoas que se encontram no grupo de risco — como idosos e portadores de doenças crônicas —, para que as demais pudessem voltar à normalidade e trabalhar.</p>



<p>“Na prática”, diz Meirelles, “quando se fala dos moradores de favela, estão usando o retrato da desigualdade para dizer que eles têm que voltar a trabalhar. Só que isso não existe. Não me parece digno que a sociedade obrigue que essas pessoas escolham de quem vão abrir mão da sua família para garantir a retomada da economia.”</p>



<p></p>
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		<title>Realidade x Imaginário: o que é ser mulher na atualidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 13:59:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Confinamento e riscos para mulheres e crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Confinamento e risco para mulheres e criancas]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[Cá estava eu refletindo sobre um maravilhoso artigo que acabei de ler, “Mulheres, vivências e mercado de trabalho”. A autora, Elisabete Vasconcelos, professora e Mestre em História, nos leva a refletir sobre a situação da sociedade patriarcal e os impactos que ela sobrepõe a situação de trabalho de mulheres. Mas, é claro que, durante a [&#8230;]]]></description>
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<p>Cá estava eu refletindo sobre um maravilhoso artigo que acabei de ler, “Mulheres, vivências e mercado de trabalho”. A autora, Elisabete Vasconcelos, professora e Mestre em História, nos leva a refletir sobre a situação da sociedade patriarcal e os impactos que ela sobrepõe a situação de trabalho de mulheres.</p>



<p>Mas, é claro que, durante a fala dela, quando a autora menciona a mulher empreendedora de classe média ou baixa, negra e periférica, meus olhos ficaram vidrados e ávidos por soluções que sabemos que estão longe de alcançarmos.</p>



<p>Como eu disse, o artigo é incrível, a autora escreveu muito bem, trouxe dados estatísticos e nos apresenta um cenário que muitos conhecemos, mas que decidimos ignorar por ser mais conveniente, afinal, quem liga para a boleira, para a decoradora, para a manicure, para a designer? Quem liga para a faxineira, passadeira ou a “secretária do lar”?</p>



<p>Tivemos um exemplo bem claro que a vida dessas pessoas importam menos quando se fala em estatística, vide a doméstica que morreu porque a patroa estava infectada com um vírus contagioso, porém, não se permitiu ao luxo de fazer ela mesma os afazeres de casa, afinal, tempo para isso ela teria visto o tal isolamento.</p>



<p>Mas, em contrapartida, talvez ela nem se lembre como dar conta de suas coisas.</p>



<p>Não me leve a mal, todos precisam de emprego e não é pecado ter empregada, mas é necessário que se recorde com maior frequência que empregado é gente como você e que o que os diferencia na prática são os cargos, os salários, o bairro nobre ou o subúrbio e, é claro, a dignidade com a qual sobrevivem.</p>



<h2>E quando há criança envolvida na realidade?</h2>



<p>“Como assim, ‘fulana’ não tem com quem deixar o filho e vai precisar faltar no trabalho? Que absurdo!”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large"><p>Absurdo é ser julgado por ser obrigado a cuidar do bem-estar dos seus, sim, bem-estar, pois se em tempos de crise e isolamento a doméstica sai de casa, não é para passear e ao passo que se expõe à contaminação, expõe também aos seus familiares.</p></blockquote>



<p>Eu poderia finalizar pedindo mais empatia, mas a palavra está ficando esgotada, então, termino com um sonoro: OLHE ALÉM DO SEU UMBIGO!</p>



<p>Quem sabe, assim, não damos mais um passo rumo à sociedade que eu acredito que mereço e quero acreditar que você também.</p>



<p>Até a próxima!</p>
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