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	<title>África do Sul &#8211; Geledés no Enfrentamento ao CoronaVírus</title>
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		<title>Mortes por Covid-19 na África crescem 60% em uma semana, diz OMS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 14:22:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[Moradores assistem de suas varandas a polícia e as forças de defesa nacional revistarem um bar por suspeita de estar aberto ilegalmente no centro de Joanesburgo, na África do Sul, em 30 de março. O país entrou em um bloqueio nacional por 21 dias para controlar a propagação do novo coronavírus — Foto: Jerome Delay/AP [&#8230;]]]></description>
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<p data-reader-unique-id="35">Moradores assistem de suas varandas a polícia e as forças de defesa nacional revistarem um bar por suspeita de estar aberto ilegalmente no centro de Joanesburgo, na África do Sul, em 30 de março. O país entrou em um bloqueio nacional por 21 dias para controlar a propagação do novo coronavírus — Foto: Jerome Delay/AP</p>
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</div>
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<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="39">As mortes por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, aumentaram 60% em uma semana no continente africano, segundo o braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) na África.</p>
</div>
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<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="57" data-block-id="3" data-reader-unique-id="41">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="42">O número de casos cresceu 51% no mesmo período e já atinge quase todos os países do continente. Durante uma conferência realizada nesta quinta (16), a diretora regional da OMS na África, Matshidiso Moeti, revelou que o número de casos no continente passa dos 17 mil. E o número do mortes está em torno de 900.</p>
</div>
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="68" data-block-id="5" data-reader-unique-id="49">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="50">Embora a África do Sul tenha o maior número de casos da região (mais de 2,5 mil), a Argélia concentra 37,5% de todas as mortes do continente e tem uma taxa de mortalidade de 15,5%. Países do norte da África, como Egito, Marrocos e Tunísia, também registram números atos de mortes e casos. Até o momento, apenas dois países não tiveram casos confirmados de Covid-19: Comores e Lesoto.</p>
</div>
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="41" data-block-id="6" data-reader-unique-id="51">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="52">&#8220;As conseqüências humanitárias e econômicas dessa pandemia serão profundas na África e precisamos de solidariedade e ação coletiva para mitigar os impactos&#8221;, disse Meti. A diretora mostrou preocupação com as consequências de saúde e econômicas do crescimento dos contágios na região.</p>
<blockquote class="pullquote align-center">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="52"><strong><span style="color: #800000;">&#8220;No contexto do isolamento e dos casos crescentes de Covid-19, garantir a continuidade de serviços essenciais de saúde e outros serviços básicos deve ser uma prioridade para que os ganhos obtidos nos últimos anos não sejam revertidos.&#8221;</span></strong></p>
</blockquote>
</div>
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<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="62">Segundo Moeti, a OMS e o governo da Etiópia vão iniciar &#8220;voos de solidariedade&#8221; para levar suprimentos e equipamentos de proteção aos demais países do continente.</p>
</div>
</div>
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		<title>Coronavírus: misteriosa queda abrupta de casos na África do Sul intriga especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2020 15:19:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ações no Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Medidas Governamentais]]></category>
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					<description><![CDATA[Nas últimas duas semanas, a África do Sul passou por uma situação excepcional que os médicos ainda não conseguem explicar: uma queda brusca e inesperada na taxa diária de novas infecções pelo novo&#160;coronavírus. Um sinal claro disso está nos hospitais do país, que tinham se preparado para receber um volume alto de pacientes.&#160; Os leitos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nas últimas duas semanas, a África do Sul passou por uma situação excepcional que os médicos ainda não conseguem explicar: uma queda brusca e inesperada na taxa diária de novas infecções pelo novo&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/clmq8rgyyvjt">coronavírus</a>.</p>



<p>Um sinal claro disso está nos hospitais do país, que tinham se preparado para receber um volume alto de pacientes.&nbsp;</p>



<p>Os leitos e enfermarias estão prontos para eles, cirurgias não urgentes foram remarcadas e ambulâncias foram equipadas, enquanto equipes médicas vêm ensaiando protocolos sem parar e autoridades de saúde passam longas horas em reuniões pela internet preparando e ajustando seus planos de emergência.</p>



<p>Mas, até agora, contra a maioria das previsões, os hospitais sul-africanos permanecem tranquilos: o &#8220;tsunami&#8221; de infecções que muitos especialistas previram não se concretizou. Pelo menos, ainda não.</p>



<p>&#8220;É meio estranho, misterioso. Ninguém sabe ao certo o que está acontecendo&#8221;, diz Evan Shoul, especialista em doenças infecciosas de Johanesburgo.</p>



<p>Tom Boyles, outro médico de doenças infecciosas, do Hospital Helen Joseph, um dos maiores centros de saúde pública de Johanesburgo, também diz que todos estão &#8220;um pouco perplexos&#8221;.</p>



<p>&#8220;Estamos falado que é a calma antes da tempestade há cerca de três semanas. Estávamos preparando tudo aqui. E essa tempestade simplesmente não chegou. É estranho.&#8221;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" width="320" height="180" src="//i0.wp.com/coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/EPA.jpg" alt="" class="wp-image-784" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/EPA.jpg 320w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/EPA-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 320px) 100vw, 320px" /><figcaption>EPA / A África do Sul adotou medidas de isolamento social desde março passado</figcaption></figure></div>



<p>Os especialistas em saúde alertam, no entanto, que é muito cedo para interpretar a falta de casos como um progresso significativo no combate à epidemia e estão preocupados com o fato de que isso pode até mesmo gerar um perigoso sentimento de complacência.</p>



<p>O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, sugeriu que as duas semanas de isolamento no país até agora são responsáveis por estes índices ​​e prorrogou a vigência das restrições em todo o país, que deveriam terminar em uma semana, para o final do mês.</p>



<p>No entanto, outras países que também impuseram quarentenas não obtiveram resultados semelhantes.</p>



<h2>Rastreamento de contatos agressivo</h2>



<p>Na África do Sul, até 13 de abril, foram relatados 2.173 casos e 25 mortes por coronavírus. É o país mais afetado do continente até agora.</p>



<p>Quase cinco semanas se passaram desde o primeiro caso confirmado de covid-19 na África do Sul e, até 28 de março, o gráfico do número de novas infecções diárias seguiu uma curva ascendente acelerada.</p>



<p>Até então, tudo era semelhante ao que acontecia na maioria dos países onde os casos também haviam sido detectados nas mesmas datas.</p>



<p>Mas, naquele sábado, a curva caiu bruscamente: de 243 novos casos em um dia, para apenas 17. Desde então, a média diária ficou em cerca de 50 novos casos.</p>



<p>Será que o isolamento precoce e rígido da África do Sul e o trabalho agressivo de rastreamento de contatos com pessoas infectadas estão realmente funcionando? Ou é apenas uma pequena melhora antes de um desastre?</p>



<p>No final da semana passada, o presidente Ramaphosa disse que era &#8220;muito cedo para fazer uma análise definitiva&#8221;, mas considerou que, desde que a quarentena foi introduzida, o aumento diário de infecções diminuiu de 42% para &#8220;cerca de 4%&#8221;.</p>



<p>&#8220;Acho que quanto mais pessoas testamos, mais revelamos se isso é uma anomalia ou se é real&#8221;, disse Precious Matotso, especialista em saúde pública que monitora a pandemia na África do Sul em nome da Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>



<h2>Medos de complacência</h2>



<p>Na África do Sul, o argumento de que é cedo para tirar conclusões sólidas sobre a propagação do vírus é uma visão comum.</p>



<p>&#8220;É difícil prever qual caminho seguiremos: uma taxa de infecção alta, média ou baixa. Não temos evidências amplas&#8221;, diz Stavros Nicolaou, executivo da área de saúde que agora coordena parte da resposta do setor privado à pandemia.</p>



<p>&#8220;Pode haver sinais precoces positivos, mas meu medo é de que as pessoas comecem a se sentir tranquilas (e baixem a guarda), com base em dados limitados&#8221;, acrescenta ele.</p>



<p>Mas essa &#8220;calma antes de uma tempestade devastadora&#8221;, conforme descreveu o ministro da Saúde, Zweli Mkhize, na semana passada, está causando inúmeras especulações.</p>



<p>A suposição generalizada é de que o vírus, introduzido na África do Sul e em muitos outros países africanos em grande parte por viajantes mais ricos e visitantes estrangeiros, chegaria inevitavelmente a bairros mais pobres e supepopulosos e se espalharia rapidamente.</p>



<p>Segundo especialistas, essa continua a ser a próxima fase mais provável do surto, e várias infecções já foram confirmadas em vários municípios.</p>



<p>Mas médicos da África do Sul e de alguns países vizinhos notaram que os hospitais públicos ainda não viram qualquer indício de aumento nas internações por infecções respiratórias, o sinal mais provável de que, apesar das evidências limitadas, o vírus está se propagando em ritmo intenso.</p>



<p>Uma teoria diz que os sul-africanos podem ter uma certa proteção contra o vírus. Alguns alegam que isso pode ser devido a uma variedade de fatores médicos, desde a vacina obrigatória contra a tuberculose que todos recebem ao nascer até o impacto dos tratamentos antirretrovirais, ou o possível papel de diferentes enzimas em diferentes grupos populacionais. Mas essas suposições não foram verificadas.</p>



<p>&#8220;Essas ideias já existem há algum tempo. Ficaria surpreso se fosse o resultado de uma vacina. Essas teorias provavelmente não são verdadeiras&#8221;, diz Boyles.</p>



<p>O professor Salim Karim, principal especialista em HIV da África do Sul, acredita que essas são &#8220;hipóteses interessantes&#8221;, mas nada além disso. &#8220;Acho que ninguém no planeta tem as respostas&#8221;, afirma.</p>



<p>Shoul, entretanto, diz que o país ainda está se &#8220;preparando como se um tsunami estivesse chegando&#8221;. &#8220;O sentimento ainda é de grande expectativa e nervosismo&#8221;, afirma ele.</p>



<h2>Incerteza</h2>



<p>A verdade é que essa situação, diferente do acontece na maior parte do mundo, leva especialistas a considerar se não seria uma queda antes do que um médico chamou de possível &#8220;aumento astronômico&#8221; de novos casos.</p>



<p>Vários críticos manifestaram preocupações de que o sistema de saúde público tenha demorado a implementar um regime agressivo de testes e, atualmente, seja excessivamente dependente de clínicas particulares para detectar novas infecções.</p>



<p>Documentos internos do Departamento de Saúde aos quais a BBC teve acesso apontam para crescentes preocupações sobre má administração dos sistema público, em especial no que diz respeito à baixa testagem.</p>



<p>Mas essas preocupações pela crescente confiança de que a abordagem &#8220;baseada em evidências científicas&#8221; do governo para a pandemia também pode estar dando resultado.</p>
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