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	<title>Enfrentamento ao Coronavírus &#8211; Geledés no Enfrentamento ao CoronaVírus</title>
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	<description>Geledés no Enfrentamento ao CoronaVírus</description>
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	<title>Enfrentamento ao Coronavírus &#8211; Geledés no Enfrentamento ao CoronaVírus</title>
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		<title>As mulheres do AMESOL precisam de solidariedade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2020 16:45:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[Somos as mulheres da AMESOL (Associação de Mulheres da Economia Solidária) e vivemos do que produzimos (artesanato, alimentação, cultura&#8230;). Além do nosso trabalho diário, também nos esforçamos muito para participar ativamente do movimento feminista. A maioria de nós mora nas periferias de São Paulo e da região metropolitana e garante o sustento da família. Sabemos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Somos as mulheres da <strong>AMESOL </strong>(Associação de Mulheres da Economia Solidária) e <strong>vivemos do que produzimos</strong> (artesanato, alimentação, cultura&#8230;). Além do nosso trabalho diário, também nos esforçamos muito para participar ativamente do movimento feminista. A maioria de nós mora nas periferias de São Paulo e da região metropolitana e garante o sustento da família.</p>
<p>Sabemos que <strong>o isolamento social é uma estratégia importante</strong> para conter o contágio do novo coronavírus. Nós estamos comprometidas com a nossa saúde, a das nossas famílias e a da população das nossas cidades. <strong>Estamos fazendo quarentena</strong>. Por nós e por vocês, por todas as profissionais da saúde, da limpeza e da segurança pública.</p>
<p>Em meio a essa pandemia, <strong>estamos sem poder executar nosso trabalho</strong> e praticar nossos eventos e feiras, onde nosso sustento é gerado. Mas ainda precisamos pagar o aluguel, contas, e garantir a alimentação de filhos e filhas. <strong>O momento é muito grave</strong>.</p>
<p>Por isso, pedimos a sua solidariedade. Se sobrou um pouquinho do seu dinheiro este mês, <strong>contribua com a nossa vaquinha</strong> e nos ajude a garantir a moradia e alimentação das mulheres que se encontram em situação de maior vulnerabilidade. Se você não pode contribuir, <strong>ajude a gente divulgando</strong> essa mensagem nos grupos e redes sociais.</p>
<p><strong>Acesse a vaquinha:</strong> <a href="https://benfeitoria.com/amesolprecisadevoce" target="_blank" rel="noopener noreferrer">benfeitoria.com/amesolprecisadevoce</a><br />
<strong>Assista nosso vídeo:</strong> <a href="https://youtu.be/HD14qHFH_60" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://youtu.be/HD14qHFH_60</a></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/HD14qHFH_60" width="100%" height="400" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Superlotação das UTIs: Fantástico mostra a situação crítica em capitais por causa da Covid-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 15:14:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[UTIs]]></category>
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					<description><![CDATA[Superlotação das UTIs: Fantástico mostra a situação crítica em capitais devido à Covid-19 Uma das consequências mais dramáticas da disparada de casos de Covid-19 é a lotação das UTIs. A oferta de leitos vem diminuindo dia a dia em várias capitais e, no Amazonas, os hospitais públicos já entraram em colapso. O Fantástico mostra como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Superlotação das UTIs: Fantástico mostra a situação crítica em capitais devido à Covid-19</p>
<p>Uma das consequências mais dramáticas da disparada de casos de Covid-19 é a lotação das UTIs. A oferta de leitos vem diminuindo dia a dia em várias capitais e, no Amazonas, os hospitais públicos já entraram em colapso. O Fantástico mostra como a pandemia está levando até o limite o sistema de saúde brasileiro.</p>
<p>Na quinta-feira (16), o Ceará se tornou o primeiro estado a ter ocupação total dos leitos de UTI. E a ameaça de colapso bate na porta de capitais de todo o país. Em São Paulo, pelo menos sete hospitais da cidade já estão com a capacidade de leitos de UTI acima dos 70%.</p>
<p>Na sexta-feira (17), o hospital Emílio Ribas, referência no tratamento de doenças infectocontagiosas chegou a ter 100% de ocupação das UTIs com pacientes de coronavírus.</p>
<p>No Rio de Janeiro, quatro emergências já estão sem vagas. No hospital Ronaldo Gazolla, referência no combate à Covid-19, apenas dois dos 55 leitos estavam livres, na sexta-feira (17).</p>
<p>O Fantástico mapeou os estados onde o sistema público de saúde está mais pressionado. No Ceará não há mais leitos de terapia intensiva vagos. O Amazonas tem uma taxa de ocupação de 88%. Em Pernambuco, 95% estão com doentes da Covid. No Rio de Janeiro, 74%. Na capital a taxa é de quase 90%. São Paulo tem 60% dos leitos de UTI ocupados levando-se em conta a rede do estado inteiro. Na Grande São Paulo, a taxa sobe pra 80%.</p>
<p>Um paciente grave de Covid-19 pode ficar até três semanas na UTI. É uma corrida contra o tempo: abrir novos leitos de enfermaria e de UTI, comprar equipamentos, convocar profissionais de saúde, treinar esses profissionais e dar a eles condições seguras de atender pacientes com uma doença tão contagiosa. Quando o sistema público de saúde dá sinais de saturação, os hospitais de campanha ajudam a desafogar a demanda por leitos, incluindo os de UTI. Mas com o número de doentes aumentando rapidamente, todos os dias, fica a pergunta: será que vai dar tempo?</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://audioglobo.globo.com/widget/widget.html?audio=298738&amp;podcast=651&amp;color=2c629c" width="648" height="253" frameborder="0" scrolling="no"></iframe></p>
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		<title>Obesidade é o principal fator de risco nas vítimas com menos de 60 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 14:57:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Matheus Aciole, de apenas 23 anos, foi diagnosticado com o novo coronavírus e, embora tenha recebido um atendimento médico adequado, morreu em poucos dias, em 31 de março, tornando-se a mais jovem vítima da doença no País à época, para grande espanto de parentes e amigos. O diagnóstico havia sido feito dois dias depois do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="1">Matheus Aciole, de apenas 23 anos, foi diagnosticado com o <a href="http://tudo-sobre.estadao.com.br/coronavirus" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-reader-unique-id="2"><strong data-reader-unique-id="3">novo coronavírus</strong></a> e, embora tenha recebido um atendimento médico adequado, morreu em poucos dias, em 31 de março, tornando-se a mais jovem vítima da doença no País à época, para grande espanto de parentes e amigos. O diagnóstico havia sido feito dois dias depois do surgimento dos primeiros sintomas, uma dor de garganta leve e febre baixa. Matheus foi encaminhado imediatamente para a UTI de um hospital particular em <a href="http://tudo-sobre.estadao.com.br/natal-rn" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-reader-unique-id="4"><strong data-reader-unique-id="5">Natal </strong></a>(RN) e chegou a ser entubado.</p>
<p data-reader-unique-id="13">Mas os esforços dos médicos foram incapazes de deter a<strong data-reader-unique-id="14"> covid-19</strong>. Os pais do jovem gastrólogo contaram que ele sempre foi saudável e não conseguiam entender como o que parecia um resfriado leve se transformou em uma doença fulminante. Embora fosse muito jovem e saudável, Matheus pesava mais de 100 quilos.</p>
<p data-reader-unique-id="21">De acordo com os últimos relatos do governo, existe uma relação importante entre as formas mais graves do novo coronavírus em pessoas jovens e uma outra doença pandêmica de alta prevalência no Brasil: a <a href="http://tudo-sobre.estadao.com.br/obesidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-reader-unique-id="22"><strong data-reader-unique-id="23">obesidade</strong></a>. Pelo menos 20% da população do País é considerada obesa e mais da metade dos habitantes está acima do peso normal.</p>
<p data-reader-unique-id="24">Dados do <a href="http://tudo-sobre.estadao.com.br/ministerio-da-saude" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-reader-unique-id="25"><strong data-reader-unique-id="26">Ministério da Saúde</strong></a> divulgados há uma semana revelam que a obesidade já é <strong data-reader-unique-id="27">considerada o principal fator de risco nas vítimas da covid-19</strong> <strong data-reader-unique-id="28">com menos de 60 anos – à frente até de problemas respiratórios e cardiológicos. </strong>Médicos que estão na linha de frente também já fazem essa constatação.</p>
<p data-reader-unique-id="29">Foi o caso de Matheus e do músico Robson Lopes, de 43 anos, enterrado no dia 31 em Manaus; da atriz e ativista social Érika Ferreira, de 39 anos, de São Gonçalo, no Rio, entre outros 43 casos no País.</p>
<p data-reader-unique-id="30">“Pelo menos 60% dos pacientes que estão hoje <em data-reader-unique-id="31">(na sexta-feira)</em> no CTI do Hospital Pedro Ernesto são obesos e são os de pior evolução”, contou a endocrinologista Eliete Bouskela, da UERJ, que está à frente de um estudo sobre a evolução dos pacientes da covid-19 do ponto de vista da massa corporal e dos distúrbios de coagulação sanguínea. “Depois da idade, esse é o maior fator de risco.”</p>
<p data-reader-unique-id="32">Um porcentual parecido é constatado na UTI do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, no Rio, que está atendendo apenas pacientes com covid-19, segundo contou a endocrinologista Monica Gadelha. Mas por que isso acontece?  “O tecido adiposo não é inerte, não é apenas um estoque de nutrientes; é um tecido ativo e importante para um grande número de condições fisiológicas e patológicas”, explicou ao<span data-reader-unique-id="33"> <strong data-reader-unique-id="34">Estado</strong> </span>a endocrinologista Amy Rothberg, professora associada da Escola de Medicina da Universidade de Michigan.</p>
<p data-reader-unique-id="35">“A obesidade contribui para um estado inflamatório produzindo moléculas chamadas de citoquinas. Elas afetam outros sistemas, causando estresse celular, falta de oxigenação celular e morte celular.”</p>
<p data-reader-unique-id="36">À inflamação natural do obeso se junta a grave inflamação produzida pela covid-19, potencializando a produção das citoquinas e agravando todo o processo decorrente. Para piorar a situação, as pessoas com excesso de peso em geral têm uma capacidade pulmonar mais restrita porque o excesso de gordura abdominal tende a reduzir o volume da caixa torácica.</p>
<p data-reader-unique-id="37">Para a endocrinologista da UERJ Eliete Bouskela, integrante da Academia Nacional de Medicina, os dados mais recentes estão mostrando que a gravidade do quadro clínico do paciente é diretamente proporcional ao seu peso. Ou seja, quanto mais obeso é o indivíduo, maior a chance de ele ter um quadro grave de covid-19. De acordo com as especialistas, essa interação já havia sido notada em outras enfermidades que comprometem o sistema respiratório, mas nunca de uma forma tão grave.</p>
<p data-reader-unique-id="38">“Na influenza (gripe) também funciona dessa forma”, explicou a professora de endocrinologia da UFRJ Monica Gadelha, integrante da Academia Nacional de Medicina. “Mas acredito que não esteja tão bem caracterizada como na covid-19.”</p>
<h3 class="clear" data-reader-unique-id="39">Transmissão prolongada</h3>
<p data-reader-unique-id="40">Segundo Bouskela, no caso do H1N1, foi comprovado que os obesos transmitem o vírus durante um período mais longo de tempo do que as pessoas magras. “No caso do H1N1, ficou demonstrado que o obeso é contagioso por uma período 42% maior do que uma pessoa magra”, disse. “A gente supõe que o mesmo aconteça no caso da covid-19.” Por isso, diz, uma medida diferenciada no tratamento de obesos poderia ser um período de isolamento mais estendido.</p>
<p data-reader-unique-id="41">Ex-presidente da Federação Mundial de Obesidade, o endocrinologista Walmir Coutinho, diretor do Departamento de Medicina da PUC-RJ, considera ainda que as condições gerais das Unidades de Terapia Intensiva agravam o desafio de tratar um paciente com obesidade grave. “Faltam aos hospitais leitos apropriados para essa população, a entubação é mais difícil e, frequentemente, não estão disponíveis aparelhos de imagem que comportem pessoas muito pesadas”, enumerou.</p>
<p data-reader-unique-id="42">“Nesse esforço de abrir hospitais de campanha, seria importante levar em consideração as necessidades dos pacientes obesos&#8221;, aponta. &#8220;Embora pessoas com o peso normal possam ficar muito doentes por causa do novo coronavírus, são os obesos que estão morrendo por comprometimento respiratório.&#8221;</p>
<h3 class="clear" data-reader-unique-id="43">Pesquisa com 4 mil pacientes com covid-19 em Nova York teve a mesma conclusão</h3>
<p data-reader-unique-id="44">Dois estudos da Universidade de Nova York feitos com milhares de pacientes de covid-19 e divulgados na semana passada também apontam a obesidade como o maior fator de risco para pessoas jovens – mesmo quando elas não têm nenhum outro problema de saúde.</p>
<p data-reader-unique-id="45">“A condição crônica com a mais forte associação aos casos críticos <em data-reader-unique-id="46">(da covid-19, quando não se considera a idade avançada) </em>é a obesidade, com, substancialmente, maior prevalência do que qualquer outra doença cardiovascular ou pulmonar”, concluiu Christopher M. Petrilli, da Escola de Medicina Grossman, da Universidade de Nova York, principal autor de um dos maiores estudos já feitos até hoje, reunindo 4,1 mil pacientes de Nova York, atual epicentro da pandemia. O estudo foi publicado online no dia 11 na MedRxic.</p>
<p data-reader-unique-id="47">Um outro estudo teve como foco os pacientes com menos de 60 anos. O levantamento mostrou que os obesos têm duas vezes mais probabilidade de serem hospitalizados e apresentavam um risco maior de internação numa UTI. A gravidade da Covid-19 em jovens adultos costuma causar muita surpresa e acrescenta “uma nova camada de choque à doença”, segundo a principal autora, Jennifer Lighter.</p>
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		<title>Desigualdade que envergonha: crise da Covid-19 ampliará problemas sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 14:50:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade Social]]></category>
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					<description><![CDATA[A crise provocada pelo novo coronavírus evidenciou a fragilidade estrutural e agigantou as desigualdades sociais do Brasil. Os serviços públicos, necessários para mais de 75% da população, são precários. O sistema de saúde é insuficiente e começa a entrar em colapso em alguns estados. A falta de saneamento básico, uma agenda do século 19, ainda [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-reader-unique-id="2">A crise provocada pelo <strong data-reader-unique-id="14">novo coronavírus </strong>evidenciou a fragilidade estrutural e agigantou as desigualdades sociais do Brasil. Os serviços públicos, necessários para mais de 75% da população, são precários. O sistema de saúde é insuficiente e começa a entrar em colapso em alguns estados. A falta de saneamento básico, uma agenda do século 19, ainda assola o país e 35 milhões de pessoas não têm acesso à água. A informalidade é brutal, com mais de 38 milhões de brasileiros invisíveis ao Estado. E as moradias são indignas para grande parte da população, que não consegue nem manter a higiene básica, muito menos cumprir os protocolos que reduzem o risco de contaminação. A <strong data-reader-unique-id="15">pandemia desnudou as mazelas do Brasil</strong>. Uma vez vencida, contudo, tem potencial para deixar legados positivos, dizem especialistas.</div>
<p data-reader-unique-id="18">Para Claudio Porto, fundador e presidente do conselho de administração da Macroplan, o posicionamento da saúde como a maior prioridade do país nesta década é um deles. “Não só a expansão, mas a melhoria da produtividade das redes de saúde”, diz. O especialista lembra que a taxa de cobertura de planos de saúde no Brasil era de 25% em fevereiro de 2020. Ou seja, 76% da população são dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Em alguns estados, a cobertura de saúde suplementar é ainda menor, como no Acre, 5,5%; e em Roraima, 6,2%”, destaca.</p>
<p data-reader-unique-id="25">“As fragilidades da infraestrutura no Brasil têm se acentuado ao longo das últimas três décadas.  Foi congestionando e, depois, degradando, até por falta de investimento de reposição”, afirma. O especialista considera que o país deveria concentrar esforços público e privado na saúde. “Ficou claro, com a pandemia, que é necessário melhorar a logística associada ao setor, desde o transporte, softwares, telemedicina, suprimento estratégico. Temos que elevar o padrão para o século 21”, sugere.</p>
<p data-reader-unique-id="26">A crise ressaltou o papel do Estado, na opinião de Adriana Schier, presidente da Comissão de Serviços Públicos do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo (IBDA). “No Brasil, há uma tentativa de retirada do Estado, sobretudo, no que tange a investimentos em serviços públicos. Porém, quando a necessidade é urgente, apenas o Estado pode ajudar”, afirma, parafraseando Jürgen Habermas, filósofo alemão, que, até a pandemia, defendia um Estado menos intervencionista. “Saúde, seguridade e infraestrutura são áreas em que o país já tinha carência muito grande. Isso foi agravado agora”, diz.</p>
<p data-reader-unique-id="28">Segundo Schier, em 2018, houve 50 mil mortes por falta de acesso aos serviços de saúde e 150 mil óbitos em face da falta de qualidade deles. “E temos uma lei que congela o investimento em saúde por 20 anos”, critica. A executiva do IBDA assinala que o discurso de que não há recursos para a saúde caiu por terra. “Desde que a contratação direta para compras de medicamentos foi permitida (em fevereiro) já foram gastos R$ 703 milhões. Isso mostra que há falta de prioridade e não de verbas”, sustenta. A especialista torce para que, passada a crise, haja maior reconhecimento da necessidade do Estado e dos serviços públicos, com mais investimentos.</p>
<h2 data-reader-unique-id="31"><strong data-reader-unique-id="32">Riscos</strong></h2>
<p data-reader-unique-id="35">A característica epidemiológica da crise do novo coronavírus descortinou as carências sanitárias do Brasil. No entender de Renata Ruggiero, diretora da Iguá Saneamento, enquanto o país discute inteligência artificial, 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada. “Outro paradoxo: somos a nona economia do mundo e 100 milhões de pessoas não têm coleta e tratamento de esgoto”, revela. Metade do Brasil vive com fossas que não são feitas adequadamente e contaminam o lençol freático, diz.</p>
<p data-reader-unique-id="37">A pandemia tornou a realidade brasileira mais visível, mas também oferece caminho em direção a soluções alternativas, aponta a especialista. “Precisamos avançar na inovação do setor. O modelo de grandes redes e estações de tratamento não é o único, apesar de ser o nosso sistema há anos e em todos os lugares. Há localidades que carecem de soluções descentralizadas, que são mais rápidas de serem implementadas”, defende. Em favelas, por exemplo, já existem alternativas com 95% de eficiência, viáveis e mais sustentáveis. “Podemos sair dessa crise com um olhar mais inovador de aceitação dessas novas tecnologias”, aposta.</p>
<p data-reader-unique-id="39">A diretora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (FGV Ceri), Joisa Dutra, assinala que, ao sair da crise, o país vai encontrar uma economia muito deprimida, com perda de uma renda que não será recuperada. “Neste sentido, temos visto muitas medidas para isentar pagamento de serviços essenciais, como energia, regulada em nível nacional. No caso de água e saneamento, a competência é subnacional e alguns municípios estão adotando essa flexibilização, com postergação e parcelamento do pagamento”, conta.</p>
<p data-reader-unique-id="41">Porém, a especialista alerta que, se, de um lado essas medidas protegem os consumidores, elas representam risco para as prestadoras dos serviços. “As empresas começam a sofrer inadimplência, que depois será difícil de ser revertida mesmo com a recuperação econômica. É preciso criar mecanismos que ajudem a trazer os consumidores para adimplência”, defende. Dutra ressalta que a crise evidencia o deficit no saneamento. “Há dificuldades de garantir água para as pessoas lavarem as mãos em um cenário de enorme transmissibilidade do vírus”, diz.</p>
<p data-reader-unique-id="43">Além da preocupação de garantir que os prestadores de serviços continuem operando, do ponto de vista financeiro, com receita em queda e inadimplência, outro desafio, segundo a diretora, é operacional. “As equipes operativas, na linha de frente, precisam ter a saúde preservada”, lembra.</p>
<h2 data-reader-unique-id="45"><strong data-reader-unique-id="46">» Oportunidades </strong></h2>
<p data-reader-unique-id="51">As deficiências de infraestrutura escancaradas pela pandemia oferecem oportunidades de investimento, segundo Fábio Luis Izidoro, sócio do Miguel Neto Advogados. “Temos carência em saneamento, moradia, saúde, mas isso pode ser uma mola propulsora para a retomada da economia e uma ferramenta de gestão política”, pontua. “O momento é de olhar para frente no sentido de buscar a recuperação, tirar marcos regulatórios que estão na gaveta, como o do saneamento, e fazer pressão à classe política para que façam os projetos tramitarem”, sugere. No entendimento de Alberto Sogayar, sócio do L.O. Baptista Advogados, como a estrutura política e econômica do Brasil é muito frágil, qualquer mudança provoca abalos. “Para a retomada será necessário gerar emprego. Investir na infraestrutura tem potencial para criar postos de trabalho mais rapidamente”, afirma. No entanto, o advogado alerta que, após a pandemia, o mundo inteiro estará em liquidação. “Estamos represando investimentos que deverão ser feitos, mas, para que os ativos sejam interessantes, teremos de garantir segurança jurídica.”</p>
<h2 data-reader-unique-id="53"><strong data-reader-unique-id="54">Sobre a falta de oportunidades </strong></h2>
<p data-reader-unique-id="56">O país sairá mais endividado da pandemia de coronavírus, o que deve acentuar a desigualdade social. “O Brasil vai sair mais desigual do que entrou”, alerta Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV). “A parte mais afetada, aquela que não pode ficar em casa no home office, que trabalha com atividades manuais, cujas empresas pararam, será demitida. O mercado de trabalho se agravará muito”, prevê.</p>
<p data-reader-unique-id="58">Com isso, o acesso à saúde vai piorar, porque quem tem plano de saúde e perde o emprego corre para o SUS. “As estatísticas de mortalidade parecem mais concentradas em locais mais vulneráveis. Talvez, isso obrigue o governo a repensar as políticas públicas e aumentar o gasto social. O auxílio emergencial, por exemplo, não deve durar só três meses”, afirma Duque.</p>
<p data-reader-unique-id="60">Para Cristina Mello, economista da ESPM SP, essa crise tem uma característica diferente porque a condição de desigualdade ameaça o conjunto da sociedade. “Temos desigualdade interpessoal, salarial, regional e funcional. Todas emergem da mesma questão, a falta de oportunidade. Porque se todos tivessem acesso às mesmas habilidades, seria uma questão de escolha”, avalia. “Por isso, precisamos corrigir a inacessibilidade à educação, à terra e à formação”, diz.</p>
<p data-reader-unique-id="62">A crise também descortinou efeitos negativos da desindustrialização. “A pandemia destruiu emprego e cadeias produtivas. Para ter alguns produtos, dependemos de outros países, e o transporte está limitado. Também falta acessibilidade à informação”, enumera.</p>
<p data-reader-unique-id="64">Segundo ela, o governo presumiu que as pessoas tivessem smartphone e celular, sem promover o acesso ao letramento digital e midiático. “Quem não sabe usar a tecnologia fica excluído socialmente.”</p>
<p data-reader-unique-id="66">No entender de Claudio Frischtak, presidente da Inter B Consultoria, a grande questão é como o país vai encontrar uma saída. “Como o país vai resolver o endividamento e empobrecimento? Não pode ser via inflação, pois penaliza a população, nem por aumento de impostos. O que vai ocorrer, na minha opinião, é uma pressão crescente para cortar os privilégios exorbitantes que continuam existindo. Ainda que haja uma insensibilidade muito grande por parte das elites, acho difícil esses privilégios sobreviverem à crise.”</p>
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		<title>Mortes por Covid-19 na África crescem 60% em uma semana, diz OMS</title>
		<link>https://coronavirus.geledes.org.br/mortes-por-covid-19-na-africa-crescem-60-em-uma-semana-diz-oms/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 14:22:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Africa]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Etiopía]]></category>
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					<description><![CDATA[Moradores assistem de suas varandas a polícia e as forças de defesa nacional revistarem um bar por suspeita de estar aberto ilegalmente no centro de Joanesburgo, na África do Sul, em 30 de março. O país entrou em um bloqueio nacional por 21 dias para controlar a propagação do novo coronavírus — Foto: Jerome Delay/AP [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="clear" data-block-type="backstage-photo" data-block-id="0" data-reader-unique-id="1">
<div data-reader-unique-id="2">
<p data-reader-unique-id="35">Moradores assistem de suas varandas a polícia e as forças de defesa nacional revistarem um bar por suspeita de estar aberto ilegalmente no centro de Joanesburgo, na África do Sul, em 30 de março. O país entrou em um bloqueio nacional por 21 dias para controlar a propagação do novo coronavírus — Foto: Jerome Delay/AP</p>
</div>
</div>
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="29" data-block-id="2" data-reader-unique-id="38">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="39">As mortes por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, aumentaram 60% em uma semana no continente africano, segundo o braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) na África.</p>
</div>
<div data-reader-unique-id="40">
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="57" data-block-id="3" data-reader-unique-id="41">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="42">O número de casos cresceu 51% no mesmo período e já atinge quase todos os países do continente. Durante uma conferência realizada nesta quinta (16), a diretora regional da OMS na África, Matshidiso Moeti, revelou que o número de casos no continente passa dos 17 mil. E o número do mortes está em torno de 900.</p>
</div>
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="68" data-block-id="5" data-reader-unique-id="49">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="50">Embora a África do Sul tenha o maior número de casos da região (mais de 2,5 mil), a Argélia concentra 37,5% de todas as mortes do continente e tem uma taxa de mortalidade de 15,5%. Países do norte da África, como Egito, Marrocos e Tunísia, também registram números atos de mortes e casos. Até o momento, apenas dois países não tiveram casos confirmados de Covid-19: Comores e Lesoto.</p>
</div>
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="41" data-block-id="6" data-reader-unique-id="51">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="52">&#8220;As conseqüências humanitárias e econômicas dessa pandemia serão profundas na África e precisamos de solidariedade e ação coletiva para mitigar os impactos&#8221;, disse Meti. A diretora mostrou preocupação com as consequências de saúde e econômicas do crescimento dos contágios na região.</p>
<blockquote class="pullquote align-center">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="52"><strong><span style="color: #800000;">&#8220;No contexto do isolamento e dos casos crescentes de Covid-19, garantir a continuidade de serviços essenciais de saúde e outros serviços básicos deve ser uma prioridade para que os ganhos obtidos nos últimos anos não sejam revertidos.&#8221;</span></strong></p>
</blockquote>
</div>
<div data-block-type="unstyled" data-block-weight="26" data-block-id="9" data-reader-unique-id="61">
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-reader-unique-id="62">Segundo Moeti, a OMS e o governo da Etiópia vão iniciar &#8220;voos de solidariedade&#8221; para levar suprimentos e equipamentos de proteção aos demais países do continente.</p>
</div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>CULTNE EM RESENHA &#8211; &#8220;CONVID-19 &#8211; Saúde e Economia&#8221; &#8211; Programa Richarlls Martins</title>
		<link>https://coronavirus.geledes.org.br/cultne-em-resenha-convid-19-saude-e-economia-programa-richarlls-martins/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 22:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Cultne apresenta o seu novo programa &#8220;Cultne em Resenha&#8221; com apresentação de Carlos Alberto Medeiros; produção, edição e direção de Filó Filho. O projeto surge em virtude do isolamento social devido a pandemia do CONVID-19, fazendo com que a comunidade afrodescendente possa refletir e conhecer os fatos que se apresentam no seu dia-a-dia. O segundo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cultne apresenta o seu novo programa &#8220;Cultne em Resenha&#8221; com apresentação de Carlos Alberto Medeiros; produção, edição e direção de Filó Filho.</p>
<p>O projeto surge em virtude do isolamento social devido a pandemia do CONVID-19, fazendo com que a comunidade afrodescendente possa refletir e conhecer os fatos que se apresentam no seu dia-a-dia.</p>
<p>O segundo episódio tem como convidado o professor Richarlls Martins abordando o tema da Convid-19 e seus efeitos sob o ponto de vista de saúde, econômico e psicológico sobre a sociedade,e em especial a comunidade negra.</p>
<p>Richarlls Martins é professor do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro/NEPPDDH-UFRJ.</p>
<p>Atualmente, realiza estudos de doutorando em Saúde Coletiva no PPGSCM/IFF/Fiocruz, é mestre em Políticas Públicas em Direitos Humanos pela UFRJ e bacharel em Psicologia/UFRJ.</p>
<p>A dissertação de mestrado de sua autoria foi outorgada com o segundo lugar geral do Prêmio Ações Afirmativas da UFRJ, oferecido pela Pró Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa e pelo Parque Tecnológico desta instituição, em reconhecimento a qualidade acadêmica e impacto social do trabalho.</p>
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			</item>
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		<title>“Por entre Esquinas”: Fragmento Urbano divulga 1° espetáculo de dança sobre masculinidades negras.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 21:47:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cuidando de Nós]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Dança]]></category>
		<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[“Por entre Esquinas” é o novo espetáculo de dança do grupo Fragmento Urbano. Composto por seis homens negros com  faixas etárias que variam de 30 a 63 anos, a obra propõe discutir o universo do homem negro, a partir de suas subjetividades e contradições. Entre os temas que permeiam a coreografia está os ritos de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">“Por entre Esquinas” é o novo espetáculo de dança do grupo Fragmento Urbano. Composto por seis homens negros com  faixas etárias que variam de 30 a 63 anos, a obra propõe discutir o universo do homem negro, a partir de suas subjetividades e contradições.</p>
<p dir="ltr">Entre os temas que permeiam a coreografia está os ritos de passagem que, em várias civilizações africanas e ameríndias, passam por um processo de ritual no qual aprendem a caçar, construir e guerrilhar. Demonstrada na “Esquina” onde tudo se vê, muito se aprende, muito se ganha e muito se perde &#8211; um dos locais mais acessados na periferia, é também, o lugar onde a masculinidade negra é testada a todo momento.</p>
<p dir="ltr">Dirigido por Douglas Iesus, a obra será exibida em formato digital, nos dias 18,19,25 e 26 de abril, o espetáculo poderá ser assistido no youtube do coletivo.</p>
<p dir="ltr">Além disto, o projeto traz como iniciativa uma série de debates sobre masculinidade negras, a ideia é ampliar o olhar sobre as diversas possibilidades de ser um homem cis ou trans negro dentro da sociedade.</p>
<p dir="ltr">As conversas acontecerão através de lives ao vivo, do dia 27 de abril à 03 de maio, às 20h, no instagram do @fragmento_urbano.</p>
<h2 dir="ltr">Programação:</h2>
<p dir="ltr"><strong>Espetáculo de dança “Esquina”:</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Datas: 18,19,25 26. </strong></p>
<p dir="ltr">Horário: 19h</p>
<p dir="ltr">Duração: O vídeo ficará disponível durante 24 horas</p>
<p dir="ltr">Youtube: <a href="https://bit.ly/2zaF2K8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://bit.ly/2zaF2K8</a></p>
<p dir="ltr"><strong>Bate-papo “Masculinidades Negras Possíveis”</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>27.04 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">Ser um jovem negro periférico: tensionamentos sociais</p>
<p dir="ltr">Douglas Iesus (diretor do grupo) convida Fernando Tchon</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>28.04 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">Ser um homem negro com deficiência: saúde e masculinidades</p>
<p dir="ltr">Thiago Sonho (diretor musical) convida Rafael Barbosa</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>29.04 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">Ser um homem negro periférico? Gênero, preconceito, sensibilidades</p>
<p dir="ltr">Cic Morais (diretor técnico) convida Tiely</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>30.04 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">Ser um homem negro intelectual: caminhos de estudos e saberes</p>
<p dir="ltr">Eduardo Dialético (dançarino) convida Salloma Jovino Salomão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>01.05 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">Saúde mental do homem negro e periférico: caminhos de cura</p>
<p dir="ltr">Melvin Santhana (diretor musical) convida Everton Mendes</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>02.05 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">O homem negro a escrever sua versão: universo das palavras escritas</p>
<p dir="ltr">Ivamar Santos (dançarino) convida Tago Dahoma</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr"><strong>03.05 | 20h</strong></p>
<p dir="ltr">E o que as mulheres negras e periféricas tem a ver com isso?</p>
<p dir="ltr">Anelise Mayumi (co-diretora do trabalho) convida Deise de Brito</p>
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		<title>MPRJ quer que aulas virtuais do estado não sejam somadas na carga horária do ano letivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 21:29:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público estadual (MPRJ) entrou na Justiça para que as aulas oferecidas a distância aos alunos da rede estadual de ensino durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19) não sejam computadas no somatório da carga horária efetiva no ano. Por causa do fechamento das escolas, o governo do estado está compensando as aulas através [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-reader-unique-id="4">O <strong data-reader-unique-id="5">Ministério Público estadual (MPRJ)</strong> entrou na <strong data-reader-unique-id="6">Justiça</strong> para que as aulas oferecidas a distância aos alunos da rede estadual de ensino durante a pandemia do <strong data-reader-unique-id="7">novo coronavírus (covid-19)</strong> não sejam computadas no somatório da carga horária efetiva no ano. Por causa do fechamento das escolas, <a href="https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2020/03/5884537-coronavirus--alunos-da-rede-estadual-terao-aulas-por-aplicativo-apos-o-recesso.html#foto=1" data-reader-unique-id="8">o governo do estado está compensando as aulas através de aplicativos</a>.</div>
<p data-reader-unique-id="9">O MPRJ alega que a <strong data-reader-unique-id="10">Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)</strong> determina o cumprimento de 800 horas letivas presenciais como direito dos alunos. Por isso, a entidade pede para que as aulas virtuais sejam consideradas apenas como atividades complementares e &#8220;de estímulo intelectual aos alunos, sem prejuízo da retomadas das aulas presenciais, assim que possível&#8221;.</p>
<p data-reader-unique-id="35">Na ação, o Ministério Público também pede para que as aulas virtuais sejam aprovadas pelo <strong data-reader-unique-id="36">Conselho Estadual de Educação (CEE-RJ)</strong>. A entidade cita a falta de acesso à Internet por todos os estudantes em seus argumentos.</p>
<p data-reader-unique-id="37">&#8220;Considerando a exclusão digital como a situação de impossibilidade ou de severa dificuldade de acesso às novas tecnologias da informação e comunicação, além das altas taxas de evasão no ensino médio, o MPRJ requer que o estado se abstenha de reprovar qualquer aluno de sua rede, tenha ou não acessado e utilizado a plataforma <strong data-reader-unique-id="38">Google For Education</strong> e a ferramenta <strong data-reader-unique-id="39">Google Classroom</strong>, ou qualquer plataforma educacional similar. Requer também que o Estado garanta o cumprimento integral do calendário letivo dos alunos que, por qualquer razão, não cumprirem os requisitos de frequência e aproveitamento, em razão das dificuldades de aceso ou utilização da plataforma Google For Education&#8221;, diz trecho da ação.</p>
<p data-reader-unique-id="40">Além disso, o MPRJ quer que o estado apresente em até 10 dias um plano de ação pedagógica específico para os alunos com deficiência, indígenas, quilombolas e encarcerados. O plano deve ser encaminhado ao CEE-RJ,&#8221; sem qualquer distinção no que respeita à qualidade do ensino, inclusive com a disponibilização de tecnologias específicas e assistivas a este público-alvo, quando necessário&#8221;.</p>
<p data-reader-unique-id="41">O Ministério Público já havia pedido, no início do mês, que o governo do estado suspendesse o início das aulas virtuais, até que estivesse garantido o cumprimento integral da carga horária mínima anual prevista na LDB.</p>
<p data-reader-unique-id="50">&#8220;Além de ter ignorado solenemente os requisitos previstos na Deliberação CEE-RJ nº 376/20, e sem qualquer discussão prévia com a comunidade escolar, a Seeduc iniciou as atividades não-presenciais em sua rede antes da assinatura de qualquer contrato ou convênio com a Google e antes mesmo de garantir o pleno acesso de seus professores e alunos aos meios tecnológicos necessários à garantia de universalidade, equidade e qualidade das atividades educacionais virtuais, em afronta ao texto Constitucional e à legislação educacional&#8221;, disse a promotoria, na ocasião.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Vidigal: favela de resistência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 17:56:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Favela do Vidigal]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia dezenove de abril, uma foto circulou nas mídias sociais e causou bastante revolta. Tratava-se da imagem de um policial apontando uma arma para os moradores do Vidigal que repudiavam a carreata &#8220;Bovid-17&#8221;. Um agente do Estado, lotado na UPP dessa favela, evidenciou a partir de sua atitude ameaçadora quem detinha o direito de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-reader-unique-id="12">No dia dezenove de abril, uma foto circulou nas mídias sociais e causou bastante revolta. Tratava-se da imagem de um policial apontando uma arma para os moradores do Vidigal que repudiavam a carreata &#8220;Bovid-17&#8221;. Um agente do Estado, lotado na UPP dessa favela, evidenciou a partir de sua atitude ameaçadora quem detinha o direito de se manifestar e quem deveria acatar. Outra fotografia, também registrada pela lente de Lucas Landau,  mas não tão divulgada quanto a primeira, exibia um dos motivos da ação excessivamente repressiva do policial: a imagem de um favelado dando dedos aos manifestantes. Porém, o que pode parecer motivação era reação.</p>
<p data-reader-unique-id="13">Além dos desafios acarretados pela pandemia do coronavírus, o brasileiro tem que lidar com os desatinos de quem a ignora em defesa da estabilidade econômica. Inclusive, esse era o argumento gritado de dentro dos carros luxuosos para os moradores do Vidigal: “Estamos lutando por vocês, para que vocês possam trabalhar”.</p>
<p data-reader-unique-id="14">Pois bem, o direito de viver precede qualquer outro. E, lutar por direitos é uma prática comum aos moradores do Vidigal, em especial daqueles que manifestaram sua indignação gritando &#8220;Fora, Bolsonaro&#8221; e jogando ovos, na tarde do último domingo, na altura do número 314 da Avenida Niemeyer. Afinal, esse é o endereço do início da favelização e resistência do Vidigal.</p>
<p data-reader-unique-id="15">Há 42 anos os moradores do Vidigal sofreram uma tentativa de remoção. Os barracos localizados justamente nessa localidade do morro, o “314”, seriam destruídos e os favelados transferidos em caminhões da Comlurb para Antares, na zona oeste da cidade.  O argumento na época era que havia um perigo iminente de deslizamento de terras. Logo, a retirada dos moradores era para o bem dos mesmos.</p>
<p data-reader-unique-id="16">Os favelados resistiram. Através da organização comunitária conseguiram apoio de juristas renomados como Sobral Pinto e Bento Rubião (nomes de ruas no morro) e provaram o verdadeiro intento dos poderosos (que também tinham o apoio da força policial): a construção de um empreendimento de luxo naquele local. De lá para cá, a Niemeyer foi cenário de vários outros atos de resistência e protagonismo da favela do Vidigal, desde a visita do Papa João Paulo II a manifestações que exigiam o fim da violência policial que motivaram o ato e hoje fórum “Parem de Nos Matar”.</p>
<figure id="attachment_843" aria-describedby="caption-attachment-843" style="width: 940px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-843" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Arquivo-pessoal-da-autora.-Chegada-do-Papa-João-Paulo-II-1980.png" alt="" width="940" height="504" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Arquivo-pessoal-da-autora.-Chegada-do-Papa-João-Paulo-II-1980.png 940w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Arquivo-pessoal-da-autora.-Chegada-do-Papa-João-Paulo-II-1980-300x161.png 300w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Arquivo-pessoal-da-autora.-Chegada-do-Papa-João-Paulo-II-1980-768x412.png 768w" sizes="(max-width: 940px) 100vw, 940px" /><figcaption id="caption-attachment-843" class="wp-caption-text">Imagem Pessoa &#8211; Barbara Nascimento &#8211; Chegada do Papa João Paulo II, 1980.</figcaption></figure>
<figure id="attachment_842" aria-describedby="caption-attachment-842" style="width: 864px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-842" src="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Arquivo-pessoal-da-autora.-Manifestação-de-moradores-em-decorrência-do-assassinato-de-Willian-Mendonça-2019.png" alt="" width="864" height="454" srcset="https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Arquivo-pessoal-da-autora.-Manifestação-de-moradores-em-decorrência-do-assassinato-de-Willian-Mendonça-2019.png 864w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Arquivo-pessoal-da-autora.-Manifestação-de-moradores-em-decorrência-do-assassinato-de-Willian-Mendonça-2019-300x158.png 300w, https://coronavirus.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Arquivo-pessoal-da-autora.-Manifestação-de-moradores-em-decorrência-do-assassinato-de-Willian-Mendonça-2019-768x404.png 768w" sizes="(max-width: 864px) 100vw, 864px" /><figcaption id="caption-attachment-842" class="wp-caption-text">Imagem: Barbara Nascimento &#8211; Manifestação de moradores em decorrência do assassinato de Willian Mendonça, 2019.</figcaption></figure>
<p data-reader-unique-id="39">Fica claro que a favela não precisa de porta-voz fascista. Sabemos o porquê de nossa luta. Nossas pautas não comungam com as de quem, pateticamente, clama pelo fim do isolamento social protegidos no interior de seus carros.  Certamente, a favela que não elegeu esse desgoverno (55% dos votos válidos no Vidigal foram para Haddad) não aplaudiria a carreata a favor de Bolsonaro, do fechamento do STF, da volta do regime militar e pelo fim do isolamento social, ocorrida em diversas cidades do Brasil.</p>
<p data-reader-unique-id="40">Vidigal tem a resistência como marca e a democracia como bandeira. Basta lembrar que a luta contra a remoção de seus barracos ocorreu em plena ditadura militar. Então, a quem deseja “lutar por nós”, nos impondo a volta ao trabalho para a manutenção de vossas empresas, damos dedos como agradecimento e ovos como lembrança.</p>
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		<item>
		<title>Nota em defesa da ciência e dos pesquisadores da Fiocruz</title>
		<link>https://coronavirus.geledes.org.br/nota-em-defesa-da-ciencia-e-dos-pesquisadores-da-fiocruz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2020 17:01:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enfrentamento ao Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coronavirus.geledes.org.br/?p=802</guid>

					<description><![CDATA[O Conselho Deliberativo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vem a público manifestar seu apoio aos pesquisadores responsáveis pelo estudo CloroCovid-19, que vem sendo realizado por mais de 70 pesquisadores, estudantes de pós-graduação e colaboradores de instituições com tradição em pesquisa, como Fiocruz, Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Universidade do Estado do Amazonas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Conselho Deliberativo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vem a público manifestar seu apoio aos pesquisadores responsáveis pelo estudo CloroCovid-19, que vem sendo realizado por mais de 70 pesquisadores, estudantes de pós-graduação e colaboradores de instituições com tradição em pesquisa, como Fiocruz, Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Universidade do Estado do Amazonas e Universidade de São Paulo.</p>



<p>A instituição considera inaceitáveis os ataques que alguns de seus pesquisadores vem sofrendo nas redes sociais, após a divulgação de resultados preliminares com o uso da cloroquina em pacientes graves com a Covid-19. Estudos como esse são parte do esforço da ciência na busca por medicamentos e terapêuticas que possam contribuir para superar as incertezas da pandemia de Covid-19. A pesquisa CloroCovid-19 permanece em andamento e foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).</p>



<p>A Fiocruz tem trabalhado incansavelmente em diversas frentes de atuação e vem a público clamar pela tranquilidade e segurança de seus pesquisadores, requisitos essenciais para o desenvolvimento de seus estudos. É fundamental alertar que a busca por soluções não pode prescindir do rigor científico e do tempo exigido para obtenção de resultados seguros e que as pesquisas devem se manter, portanto, fora do campo narrativo que constrói esperanças em cima de respostas rápidas e ainda inconclusivas.</p>



<p>A Fundação apoia incondicionalmente seu corpo de pesquisadores, que estão absolutamente comprometidos com a ciência e com a busca de soluções para o enfrentamento dessa pandemia, e reafirma seu compromisso com a missão de produzir, disseminar e compartilhar conhecimentos e tecnologias voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira.</p>



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