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	<title>Populaçao Negra &#8211; Geledés no Enfrentamento ao CoronaVírus</title>
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		<title>COVID19 &#038; Saúde da População Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Geledés Instituto da Mulher Negra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 13:21:13 +0000</pubDate>
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<p>Dos hospitalizados com síndrome respiratória aguda grave, 23,1% são pretos e pardos, podendo a chegar representar 32,8% das vítimas de Covid-19.&nbsp;Já com os brancos, a situação é oposta e o número de mortos é menor que o de hospitalizados.&nbsp;<br>Representam 73,9% dos hospitalizados e 64,5% das vítimas.&nbsp;Mesmo sendo apresentados como minoritários em número de afetados, pretos e pardos tem representado 1 a cada 4 brasileiros internados com Síndrome Respiratória Aguda Grave(SRAG) e chegam a 1 em cada 3 entre os mortos por COVID19.</p>



<p>Isto demostra que a população negra também é neste momento de pandemia a que tem menos acesso aos testes e serviços hospitalares.&nbsp;</p>



<p>A precarização, sucateamento, estagnação e desmantelamento do SUS no Brasil vem ocorrendo em larga escala, poderá trazer consequências devastadoras nas vidas de inocentes. Apesar dos esforços de vários&nbsp;profissionais&nbsp;na área da saúde, o que constatamos são trabalhadores relatando falta de insumos, perincipalmente&nbsp;os que exercem funções&nbsp;em laboratórios públicos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em todo Brasil existe filas enormes de pessoas aguardando testes.&nbsp;Em São Paulo, existem uma fila com mais de 17 mil testes aguardando processamento.&nbsp;A medida que o tempo vai passando, crescem o número de solicitações para testes, a situação vai se agravando.</p>



<p>O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) anunciou na primeira quinzena de Abril, por meio de nota, que está trabalhando em uma versão nacional dos kits de diagnóstico rápido de covid-19.&nbsp;&nbsp;O novo teste será produzido com insumos nacionais e terá um índice de detecção superior ao dos kits importados.&nbsp;<br>Estamos aguardando !</p>



<p>Hoje, os atendimentos são realizados apenas 30% em um setor do Pronto Socorro de Venda Nova, o Risoleta Neves.<br>Se a maternidade estivesse em funcionamento, estaria dando assistência adequada as grávidas, que podem ser severamente afetadas por algumas infecções respiratórias.&nbsp;</p>



<p>Neste momento, mais do nunca nunca é &nbsp;importante&nbsp;&nbsp;que as grávidas tomem precauções para se protegerem contra a COVID-19, e relatem&nbsp; possíveis sintomas como (incluindo febre, tosse ou dificuldades para respirar) para seus provedores de cuidados de saúde.&nbsp;<br><br>O Ministério da Saúde&nbsp;já&nbsp;afirmou que gestantes e mulheres que deram à luz recentemente são mais vulneráveis a infecções no geral, incluindo em Abril as gestantes e as puéperas, mães de recém-nascidos, na lista do grupo de risco para o&nbsp;novo coronavírus.</p>



<p>A mortalidade de recém-nascidos antes dos seis dias de vida, infecções sexualmente transmissíveis, mortes maternas, hanseníase e tuberculose, &nbsp;são alguns dos problemas de saúde evitáveis mais frequentes entre a população negra, tanto em comparação ao contingente branco quanto em relação às médias nacionais.&nbsp;</p>



<p>Continuando a pesquisa e leitura de matérias sobre assuntos que abordam dados de mortos pelo COVID 19, constatei que para alguns especialistas a chance de morte não significa ser maior devido a cor ou raça, mas os dados apresentados pelo Ministério da Saúde demonstram a fragilidade no tratamento recebido por negros no Brasil ou alguma outra comorbidade que as pessoas negras tenham.&nbsp;</p>



<p>Mas os números de letalidade entre negros e negras podem estar muito maior devido à falta de preenchimento correto de informações da cor/raça nos dados relativos à COVID19.</p>



<p>É importante para toda sociedade e principalmente para os gestores e profissionais de saúde neste momento de covid, considerar as especificidades de saúde da população negra, e que a ausência de dados desagregados por raça/cor dificulta esclarecimentos importantes, incluindo as falhas técnicas da saúde.&nbsp;</p>



<p>A população negra integra o grupo de brasileiros que têm, em geral, piores indicadores de saúde, expressos na maior incidência de doenças, revelados pelas&nbsp;estatísticas da Nações Unidas em 2018.</p>



<p>A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, publicou documento, em sua página com uma série de manifestações, dentre, a reafirmação que 67% dos brasileiros negros e negras dependem do SUS (Sistema Único de Saúde).&nbsp;<br></p>



<p>Neste, também inclui nas suas considerações:<em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;o princípio norteador da Equidade em saúde que rege o SUS e que reconhece a necessidade de cuidado diferenciado para pessoas com necessidades diferenciadas</em>.</p>



<p>Doenças como:&nbsp;&nbsp;diabetes, hipertensão, doenças reinais, falciformes, cardiovasculares, dentre outras tem maior incidência com complicações e óbitos na população negra. Altíssima gravidade.&nbsp;<a href="https://abhh.org.br/wp-content/uploads/2020/03/GLOBULOS-VERMELHOS.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) publicou&nbsp; documento</a>&nbsp;com recomendações para a redução de morbidades em pacientes que lidem com a doença falciforme.&nbsp;</p>



<p>O documento destaca “<em>uma preocupação significativa de que a sobreposição de doença pulmonar da Covid-19, no cenário pulmonar em doença falciforme marcados pela síndrome torácica aguda, possa resultar em complicações significativas e na ampliação da utilização da assistência médica</em>”.</p>



<p>A Associação Brasileira de Saúde Coletiva/Grupo Temático Racismo e Saúde-&nbsp;ABRASCO,&nbsp;destacou 12 pontos para reduzir impactos negativos da Covid-19, após &nbsp;escuta realizada a pesquisadores e lideranças sociais sobre as incidências determinadas pela renda, pela idade, pelo gênero e pela raça.&nbsp;<br><br>Este pesquisadores destacaram a importância em reconhecer as falhas existentes no sistema de operação do&nbsp;Sistema Único de Saúde-SUS com relação a população negra e a situação socioeconômica .</p>



<p><em>“O racismo estrutural dificulta a vida de negros e negras, e não seria diferente durante a pandemia&nbsp;afirmou Altair Lira, professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA(IHAC/UFBA)</em>”.&nbsp;Deivison Faustino, (professor e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo e integrante do&nbsp;<a href="http://www.ammapsique.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto Amma Psique e Negritude</a>), apontou:&nbsp;</p>



<p>“&nbsp;<em>É preciso abrir um debate urgente sobre o quanto as desigualdades sociais agravam ou até impedem as possibilidades de prevenção de adoecimento e morte pela Covid-19. Graças a um histórico escravista de nossa sociedade, mas, sobretudo, por um&nbsp;racismo que se atualiza em descaso e violência de Estado contra a população negra, nós somos a maioria absoluta nas favelas, nos cortiços, nas palafitas, na população de rua nas cadeias, nos empregos precários”</em>.</p>



<p>Edna Araújo&nbsp;Epidemiologista, docente da UEFS/PPG em Saúde Coletiva/Conselho deliberativo ABRASCO),&nbsp;&nbsp;ressalta a&nbsp;negação de direitos vivenciada cotidianamente pela maioria dos negros e negras no país:&nbsp;</p>



<p><em>“No Brasil, o enfrentamento à pandemia da Covid-19 tem desvelado não somente a insuficiência do nosso sistema de saúde, aliás condição comum a muitos sistemas de saúde do mundo frente a uma pandemia, mas também a desigualdade social oriunda da alta concentração de renda e do racismo nas suas mais variadas formas, que fazem com que o nascer, viver, adoecer e morrer da população negra sejam mediados por condições de miserabilidade, de privação de direitos, de moradia e de emprego formal”.</em><br><em><br></em>Lucia Xavier, da<a href="https://criola.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;organização Criola</a>, destaca a importância de que as ações emergenciais possam dialogar com políticas de longo prazo:&nbsp;</p>



<p><em>“Os movimentos sociais negros e de mulheres negras, buscam conjugar ações emergenciais e políticas que ampliem as condições sanitárias da população negra e também ações políticas de largo prazo que garantam o futuro dessa população em um país tão desigual e violento.</em></p>



<p><em>O grupo é mais vulnerável às doenças porque está sob maior influência dos determinantes sociais de saúde, ou seja, as condições em que uma pessoa vive e trabalha, a insalubridade, as baixas condições sanitárias às quais está submetida, por exemplo. E a soma desses diversos indicadores de vulnerabilidade aumenta também o risco de perder a vida&#8221;.</em></p>



<p>Em umas das entrevista Lúcia Assistente Social e Coordenadora da ONG CRIOLA, reafirmou à Folha que os dados apresentados do Ministério da Saúde é&nbsp;&nbsp;um sinal vermelho sobre os efeitos da pandemia entre negros do pais e as&nbsp;&nbsp;condições socioeconômicas geram vulnerabilidade e pesam muito durante pandemia e que muitos da população negra pode nem conseguir acessar este serviço público do Brasil.</p>



<p>O Grupo de Trabalho da População negra( SBMFC), tem pressionado as autoridades para que os dados sobre as mortes e casos de Síndrome respiratória aguda grave (SRAG) sejam desagregados por bairros nos municípios .</p>



<p>A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), após Conferência Sanitária das Américas, em setembro do ano 2017, recomendou aos Estados-membros — inclusive o Brasil — que promovessem políticas públicas capazes de abordar&nbsp;<em>“a etnicidade como determinante social da saúde”</em>.&nbsp;&nbsp;<br>Para isto, entre outras medidas, também sugeridas pela OPAS, é fundamental: “<em>dispor de dados suficientes e de qualidade, e gerar evidência sobre desigualdades e iniquidades étnicas em saúde para a tomada de decisões políticas</em>”.</p>



<p>Em 2018, o Ministério da Saúde afirmou&nbsp; que 80% da população negra só tinha o SUS como plano de saúde.&nbsp;Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (2015), das pessoas que já se sentiram discriminadas nos serviços, por médicos ou outros profissionais de saúde, 13,6% destacam o viés racial da discriminação.&nbsp;</p>



<p>Para revelar os dados atuais neste período do COVID19, o Ministério da Saúde investigou 849 mortes das 1056 contabilizadas.&nbsp;De acordo com os dados, 64,5% das vítimas do novo vírus no país se declarou como branca, 32,8% como parda ou preta, 2,5% como amarela e 0,2% como indígena.</p>
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